Qualidade de vida do cuidador de enfermagem e sua relação com o cuidar - doi:10.5020/18061230.2013.p36

Everton Fernando Alves

Resumo


Objetivo: Identificar aspectos que interferem na qualidade de vida dos cuidadores de enfermagem e no cuidar em uma Unidade de Terapia Intensiva para Adultos (UTI-A). Métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva, de natureza qualitativa, tendo como sujeitos 21 profissionais que compõem a equipe de enfermagem da UTI-A de um hospital escola do município de Maringá-PR. Utilizou-se como estratégia para coleta de dados a entrevista semiestruturada, realizada entre maio e junho de 2009. A análise dos dados se baseou no método da análise de conteúdo. As categorias identificadas foram: vislumbrando a melhora da qualidade de vida relacionada aos recursos em uma UTI-A; a qualidade de vida influenciando na forma de cuidar; as relações interpessoais na equipe multiprofissional refletindo na qualidade de vida do cuidador e no cuidar. Resultados: A análise dos depoimentos dos cuidadores e os resultados da observação evidenciaram que há correlação entre os aspectos que eles consideram influenciadores de sua qualidade de vida e a forma de cuidar dos pacientes em uma UTI-A. Conclusão: Os achados indicam que, entre os aspectos influenciadores, os fatores desgastantes se sobrepõem aos potencializadores. Nessa perspectiva, lidar com o sofrimento do cuidador pode ser o ponto inicial para a melhora na qualidade do cuidar em uma UTI-A.

Palavras-chave


Qualidade de Vida; Cuidados deEnfermagem; Unidade de Terapia Intensiva

Texto completo:

PDF PDF (English)

Referências


Ribeiro PIR, Castro S. A Qualidade de Vida dos Profissionais de Enfermagem da UTI Adulto e UTI Neonatal: uma abordagem fundamentada nas dimensões propostas por Flanagan [acesso em 2012 Ago 26]. In: Escola Superior de Enfermagem do Porto. Saúde eQualidade de Vida em Análise [e-book]. Porto: Núcleo de Investigação em Saúde e Qualidade de Vida; 2009. p. 13-20. Disponível em: http://portal.esenf.pt/www/ pk_menus_ficheiros.ver_ficheiro?fich=F414716503/Livro%20Sa%FAde%20e%20Qualidade%20de%20 Vida.pdf

Paschoa S, Zanei SSV, Whitaker IY. Qualidade de vida dos trabalhadores de enfermagem de unidades de terapia intensiva. Acta Paul Enferm. 2007; 20(3):305-10.

Araújo GA, Soares MJGO, Henriques MERM.Qualidade de vida: percepção de enfermeiros numa abordagem qualitativa. Rev Eletr Enf [periódico na Internet] 2009 [acesso em 2012 Ago 26];11(3):635-41.Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v11/n3/v11n3a22.htm

Alves EF. O cuidador de enfermagem e o cuidar em uma Unidade de Terapia Intensiva. UNOPAR Cient.,Ciênc. Biol. Saúde 2013;15(2):115-22.

Martins JT, Robazzi MLCC. O trabalho do enfermeiro em unidade de terapia intensiva: sentimentos de sofrimento. Rev Latinoam Enferm. 2009;17(1):52-58.

Preto VA, Pedrão LJ. O estresse entre enfermeiros que atuam em Unidade de Terapia Intensiva. Rev Esc Enferm USP 2009;43(4):841-48.

Garanhani ML, Martins JT, Robazzi MLCC, Gotelipe IC. O trabalho de enfermagem em unidade de terapia SMAD, Rev Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog.2008;4(2):1-15.

Inoue KC, Matsuda LM, Silva DMCC, Uchimura TT, Mathias TAF. Absenteísmo-doença da equipe de enfermagem em unidade de terapia intensiva. Rev Bras Enferm. 2008; 61(2):209-14.

Stumm EMF, Scapin D, Fogliatto L, Kirchner RN,Hildebrandt LM. Qualidade de vida, estresse e repercussões na assistência: equipe de enfermagem de uma unidade de terapia intensiva. Rev Textos Contextos 2009; 8(1):140-55.

Santos FD, Cunha MHF, Robazzi MLCC, Pedrão LJ, Silva LA, Terra FS. O estresse do enfermeiro nas unidades de terapia intensiva adulto: uma revisão da literatura. SMAD, Rev Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. 2010; 6(1):1-16.

Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70;2004.

Ministério da Saúde (BR). Resolução CNS nº. 196/96.Dispõe sobre diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: Conselho Nacional de Saúde; 1996.

Silva GF, Sanchez PG, Carvalho MDB. Refletindo sobre o cuidado de enfermagem em unidade de terapia intensiva. Rev Min Enf. 2007;11(1):94-8.

Cruz EJER, Souza NVDO. Repercussões da variabilidade na saúde do enfermeiro intensivista. Rev Eletr Enf. 2008;10(4):1102-13.

Hayashi GK, Matsuda LM. Qualidade de vida dos profissionais de enfermagem de uma Unidade de Terapia Intensiva – Adulto (UTI-A). In: XVIII Encontro Anual de Iniciação Científica; 2009 30 a 2 de Outubro;Londrina, Brasil; 2009.

Leal LM, Silva FRMM, Espíndula BM. Estresse em trabalhadores de unidades de terapia intensiva: como reduzir ou minimizar os riscos? Rev Eletrônica de Enfermagem do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição. 2010; 1(1):1-10.

Barboza JIRA, Moraes EL, Pereira EA, Reimão RNAA. Avaliação do padrão de sono dos profissionais de enfermagem dos plantões noturnos em Unidade de terapia Intensiva. Einstein. 2008;6(3):296-301.

Spindola T. O mundo do CTI sob a ótica da enfermagem.2ª ed. Rio de Janeiro: T. Spindola; 2003.

Schneider CC, Bielemann VLM, Sousa AS, Quadros LCM, Kantorski LP. Comunicação na unidade de tratamento intensivo, importância e limites – visão da enfermagem e familiares. Cienc Cuid Saúde. 2009;8(4):531-9.

Pinho LB, Santos SMA. O relacionamento interpessoal como instrumento de cuidado no hospital geral.Cogitare Enferm. 2007;12(3):377-85.




DOI: http://dx.doi.org/10.5020/2616

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM




Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Rev Bras Promoç Saúde, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 1806-1230

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia