Promovendo educação em saúde no espaço não formal de aprendizagem

Cintia Soares Guerin, Cadidja Coutinho, Felippe Martins Damaceno, Nandra Martins Soares, Jiam Pires Frigo, Lizandra Martins Soares

Resumo


Objetivo: Investigar as concepções de residentes de lar de adoção sobre estilo de vida e viabilizar a promoção da saúde nesse espaço por meio de oficinas pedagógicas teórico-práticas. Métodos: Estudo realizado de setembro a novembro de 2015 em Santiago, Rio Grande do Sul, com 09 residentes femininas de um lar de adoção e dividido em três módulos: (i) contato com os responsáveis pelo lar de adoção; (ii) realização de uma avaliação prévia das residentes sobre estilo de vida por meio da ferramenta Pentáculo do bem-estar (PBE); (iii) elaboração e execução de oficinas teórico-práticas com as temáticas: higiene corporal, higiene bucal, educação sexual, alimentação saudável e atividade física. Resultados: Em relação à higiene corporal, todas as residentes apresentam o hábito de higienizar as mãos antes das refeições. Já na higiene bucal, mais da metade não têm o hábito de usar o fio dental diariamente, bem como, uma minoria se consulta periodicamente com o dentista. No que diz respeito ao tema educação sexual, todas as residentes conhecem ou já mantiveram contato com algum método contraceptivo. No quesito alimentação saudável, a maioria costuma consumir doces e raramente ingerem refrigerantes. Menos da metade das participantes costumam incluir a prática de atividade física no seu lazer. A partir da análise dos PBE, foram elaboradas as oficinas pedagógicas teórico-práticas. Conclusão: Observou-se que as participantes apresentaram uma percepção positiva sobre o estilo de vida de acordo com os parâmetros do instrumento utilizado.

Palavras-chave


Promoção da Saúde; Saúde Coletiva; Qualidade de Vida.

Texto completo:

PDF PDF (English)

Referências


Campos DO, Rodrigues JF Neto. Qualidade de vida: um instrumento para promoção de saúde. Rev Baiana Saúde Pública. 2008;32(2):232-40.

Maeyama MA, Jasper CH, Nilson LGD, Dolny LL, Cutolo LRA. Promoção da saúde como tecnologia para transformação social. Rev Bras Tecnologias Sociais. 2015;2(2):129-43.

Souza AR, Moraes LMP, Barros MGT, Vieira NFC, Braga VAB. Estresse e ações de educação em saúde: contexto da promoção da saúde mental no trabalho. Rev RENE. 2007;8(2):26-34.

Morais NA, Morais CA, Reis S, Koller SH. Promoção de saúde e adolescência: um exemplo de intervenção com adolescentes em situação de rua. Psicol Soc. 2010;22(3):507-18.

Casarin MR, Picolli JCE. Educação em saúde para prevenção do câncer de colo do útero em mulheres do Município de Santo Ângelo/RS. Ciênc Saúde Coletiva. 2011;16(9):3925-32.

Ameida JRS, Oliveira NC, Mourae RF, Saboia VPA, Mota MV, Pinho LGM. Oficinas de promoção de saúde com adolescentes: relato de experiência. Rev RENE. 2011;12(n. esp.):1052-18.

Guimarães G, Aerts D, Câmara SG. A escola promotora da saúde e o desenvolvimento de habilidades sociais. Diaphora. 2014;12(2):88-95.

Conselho Nacional de Justiça (BR). Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Acolhidos [acesso em 2017 Jan 01]. Disponível em: http://www.cnj.jus.br/cnca/publico

Oliveira APG, Milnitisky-Sapiro C. Abrigos para adolescentes: função de lar transitório? In: II Simpósio Internacional do Adolescente; Maio; São Paulo; 2005.

Ceccim RB, Feuerwerker LCM. O quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Physis (Rio de J). 2004;14(1):41-65.

Nahas MV. Atividade física, saúde e qualidade de vida. Londrina: Midiograf; 2013.

Vicente ANC, Picolo AFO, Gomes CM, Viebig RF. Aplicabilidade do Pentáculo do Bem estar como ferramenta para nutricionistas. EFDeportes.com [Internet]. 2009 [acesso em 2016 jul 20];13(129). Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd129/aplicabilidade-do-pentaculo-do-bem-estar.htm

Dias MSA, Parente JRF, Vasconcelos MIO, Dias FAC. Intersetorialidade e estratégia Saúde da Família: tudo ou quase nada a ver? Ciênc Saúde Coletiva. 2014;19(11):4371-82.

Santos, GLA, Venâncio SE. Perfil do estilo de vida de acadêmicos concluintes em educação física do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais UNILESTE -MG. Movimentum. 2006;1:1-18.

Valle PS, Borgatto AF. Reprodutibilidade de uma escala para avaliar a percepção dos trabalhadores quanto ao ambiente e às condições de trabalho. Rev Bras Saúde Ocup. 2009;34(120):179-83.

Silva LWS, Santos RG, Squarcini CFR, Souza AL, Azevedo MP, Barbosa FNM. Perfil do estilo de vida e autoestima da pessoa idosa: Perspectivas de um Programa de Treinamento Físico. Rev Faculdade Ciências Humanas Saúde. 2011;14 (3):145-66.

Nahas MV, De Barros MVG, Francalacci V. O pentáculo do bem estar base conceitual para avaliação do estilo de vida de indivíduos ou grupos. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2000;5(2):48-59.

Roma E, Silva JA, Magolbo NG, Aquino RF, Marins JS, Moravcik MYAD. Analisando a percepção de uma população sobre higiene a partir de um jogo educativo. Rev Pesquisa Saúde. 2011;12(1):41-6.

Tomita NE, Pernambuco AR, Lauris JRP, Lopes ES. Educação em saúde bucal para adolescentes: uso de métodos participativos. Rev Fac Odontol Bauru. 2001;9(1/2):63-9.

Capobiango M, Ribeiro RC, Silva AR, Assunção IB, Porto PBV. Oficinas culinárias como estratégia para a promoção de práticas alimentares saudáveis. Percurso Acadêmico. 2014;4 (8):253-67.

Gáspari JC, Schwartz GM. Adolescência, esporte e qualidade de vida. Motriz Rev Educ Fís (Impr). 2001;7(2):107-13.

Soares SM, Amaral DA, Silva LB, Silva PAB. Oficinas sobre sexualidade na adolescência: revelando vozes, desvelando olhares de estudantes do ensino médio. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2008;12(3):485-91.

Cajaiba RL. Percepção sobre sexualidade pelos adolescentes antes e após a participação em oficinas pedagógicas. Rev Elect Enseñanza Ciencias. 2013;12(2):234-42.

Parker D, Mcgray R. Tensions between teaching sexuality education and neoliberal policy reform in quebec’s professional competencies for beginning teachers. McGill J Educ. 2015;50 (1):145-59.

Gubert FDA, Santos ACID, Aragão KA, Pereira DCR, Vieira NFC, Pinheiro PNDC. Tecnologias educativas no contexto escolar: estratégia de educação em saúde em escola pública de Fortaleza - CE. Rev Eletrônica Enferm. 2009;11(1):165-72.

Fuzzella L, Fedescob HN, Alexander CSC, Fortenberryd JD, Shieldsa CG. “I just think that doctors need to ask more questions”: sexual minority and majority adolescents’ experiences talking about sexuality with healthcare providers. Patient Educ Couns. 2016;99(9):1467-72.

Viola DTD, Vorcaro AMR. O problema do saber na adolescência e o real da puberdade. Psicol USP. 2015;26(1):62-70.

Vigil P, Del rio JP, Carrera BR, Aranguiz FC, Rioseco H, Cortés ME. Influence of sex steroid hormones on the adolescent brain and behavior: An update. Linacre Q. 2016;83(3):308-29.

Fonseca ADD, Gomes VLDO, Teieira KC. Percepção de adolescentes sobre uma ação educativa em orientação sexual realizada por acadêmicos (as) de enfermagem. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2010;14(2):330-7.

Rossi E, Poulin F, Boislard MA. Trajectories of annual number of sexual partners from adolescence to emerging adulthood: individual and family predictors. J Youth Adolesc. 2016;24:1-4.




DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2017.p5

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Rev Bras Promoç Saúde, Fortaleza - Ceará - Brasil - e-ISSN: 1806-1230

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia