Alimentação como fator de risco para câncer de intestino em universitários

Liliane Almeida, Brenda Taimara Santos, Rodrigo Pereira Prates, Luana Lemos Leão, Érika Jovânia Pereira, Vanessa Santos Silva, Paula Karoline Soares Farias

Resumo


Objetivo: Analisar a qualidade da alimentação de universitários como fator de risco para câncer de intestino. Métodos: Estudo transversal com 100 universitários do curso de Gastronomia de uma instituição de ensino privada em Montes Claros, Minas Gerais. Aferiu-se o índice de massa corporal (IMC). Coletaram-se o comportamento alimentar, prática de atividade física e a frequência alimentar. Utilizou-se a análise descritiva. Resultados: A partir dos resultados, verificou-se que 46% (n=46) dos estudantes estavam com a massa corporal elevada, ou seja, IMC ≥ 25 kg/m2 (sobrepeso e obesidade). A análise dos hábitos alimentares demonstrou mudança de peso corporal em 44% dos entrevistados, destes 25% apresentou ganho de massa corporal. Dentre os entrevistados, 41% alegou consumir embutidos, pizzas e fast foods dentre outros, e 57% relatou consumir alimentos industrializados de 1 a 3 vezes por semana. Os alimentos ricos em açúcar (café com açúcar, refrigerantes e chocolate) eram consumidos diariamente por 71%, 30% e 24% dos participantes. O consumo de grãos (chia, linhaça e quinoa) foi relatado por 7%. Conclusão: Observou-se alto consumo de alimentos processados e/ou industrializados com alto teor de gorduras e açúcares, juntamente com uma baixa ingestão de grãos. Essa conjuntura alimentar associada a um estilo de vida sedentário são fatores de risco para a instalação de um quadro de neoplasia.

Palavras-chave


Neoplasias Intestinais; Alimentos; Nutrição.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2017.p72

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Rev Bras Promoç Saúde, Fortaleza - Ceará - Brasil - e-ISSN: 1806-1230

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