Espiritualidade/religiosidade e o humanizaSUS em Unidades de Saúde da Família

Rafael Moura Oliveira, Rose Manuela Marta Santos, Sérgio Donha Yarid

Resumo


Objetivo: Descrever e comparar a influência da espiritualidade/religiosidade e do HumanizaSUS na prática clínica de profissionais de saúde de Unidades de Saúde da Família. Métodos: Estudo descritivo e transversal, em que se entrevistaram todos os 10 profissionais de saúde de nível superior das Unidades de Saúde da Família do município de Jiquiriçá, Bahia, Brasil, no período de janeiro a julho de 2016. As entrevistas ocorreram por meio de questionário adaptado do estudo Multicêntrico SEBRAME (Spirituality and Brazilian Medical Education) e de questionário específico desenvolvido para a abordagem do HumanizaSUS. Resultados: Dos entrevistados, 40% (n=4) disseram que não possuem nenhuma religião, mas acreditam em Deus; 30% (n=3) são evangélicos/protestantes; 20% (n=2) são católicos e 10% (n=1) responderam não ter religião/não acreditar em Deus. A maioria dos profissionais (n=6; 60%) relatou haver intensidade moderada da influência da religiosidade/espiritualidade na prática clínica. A maior parte dos profissionais (n=9; 90%) conhecem o HumanizaSUS, e 50% (n=5) afirmaram aplicar as orientações e diretrizes do programa. Conclusão: A espiritualidade/religiosidade influenciou mais o comportamento clínico do profissional investigado do que o HumanizaSUS.

Palavras-chave


Humanização da Assistência; Estratégia Saúde da Família; Espiritualidade; Acolhimento; Saúde Holística.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2018.6524

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