Dor pós-operatória em hospital universitário: perspectivas para promoção de saúde

Letícia Vivian de Souza Franco, Renata Ferreira Barbosa Sugai, Sarah Costa e Silva, Thaís de Carvalho da Silva, Roberta Bessa Veloso Silva, Roberto Salvador de Souza Guimarães, Cláudio Daniel Cerdeira, Gérsika Bittencourt Santos

Resumo


Objetivo: Avaliar a prevalência, os fatores influentes e a magnitude da dor pós-operatória (DPO) em pacientes atendidos em um hospital universitário. Métodos: Realizou-se estudo prospectivo e transversal envolvendo 100 pacientes submetidos a diferentes procedimentos cirúrgicos, no período de março a maio de 2016, entrevistados nas primeiras 24 horas do pós-operatório e avaliados através de uma escala visual numérica (EVN). Resultados: As cirurgias mais comuns encontradas são: cesárea, apendicectomia, prostatectomia, tireoidectomia total e osteossíntese; e as anestesias: raquianestesia e geral balanceada, sendo a prevalência de DPO menor quando usada a raquianestesia. Dos pacientes, 43% (n = 43) declararam DPO, com prevalência de 44% (n = 14) para o sexo masculino e 43% (n = 29) para o feminino. Entre esses, 30% (n = 13) classificaram a DPO como de intensidade forte, 53,5% (n = 23) classificaram como moderada, e 14% (n = 6), leve. Houve maior prevalência de DPO nas faixas etárias de 25-34 e 55-64 anos, e relações causais significativas entre o sexo do paciente e as variáveis diagnóstico, tipo de cirurgia, local ou intensidade da dor. Além disso, o local da DPO relacionou-se com a faixa etária ou tipo de cirurgia, e a intensidade se relacionou com a faixa etária. Conclusão: A dor pós-operatória no hospital universitário em questão se apresentou prevalente em pacientes de ambos os sexos e dependente da faixa etária, da heterogeneidade de procedimentos cirúrgicos e de protocolos anestésicos, sendo a de intensidade moderada a mais identificada.

Palavras-chave


Dor; Cirurgia Geral; Prevalência; Epidemiologia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2017.6583

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