Atividade física comunitária: efeitos sobre a funcionalidade na lombalgia crônica

Maicon da Silva Martins, Willians Cassiano Longen

Resumo


Objetivo: Avaliar a intensidade dolorosa, a força lombar e a funcionalidade de indivíduos que possuem lombalgia crônica inespecífica e são praticantes de um programa públicos de exercícios físicos. Métodos: Pesquisa exploratória, transversal e quantitativa realizada em 2017, com 130 mulheres de 30 a 60 anos de idade e sem histórico de cirurgia na coluna vertebral. Aplicou-se o Oswestry Low Back Pain Disability Questionnaire (ODQ) para a avaliação da incapacidade relacionada à coluna lombar. Quantificou-se a dor através da escala visual analógica (EVA) e a força muscular lombar com dinamometria lombar (Takei®). Resultados: Das 130 participantes, 97,7% (n=127) apresentaram incapacidade funcional mínima relacionada à coluna lombar (ODQ). Em relação à força, 16,9% (n=10) apresentaram valores normais e 83,1% (n=120) abaixo dos valores de referência, apresentando fraqueza muscular. Quanto à intensidade da dor, 47,7% (n=67) das participantes apresentaram intensidade leve, 45,5% (n=59) apresentaram intensidade moderada e 6,9% (n=9), intensa. Conclusão: O programa possui características que contribuem para manter controlada a intensidade dolorosa, que vem se mostrando baixa, bem como a incapacidade funcional significativa dos indivíduos. A fraqueza muscular na região lombar, apresentada pelas participantes sem associação com a funcionalidade, e a dor podem ser um fator que perpetua os quadros de lombalgia crônica. Os achados sugerem a necessidade de revisão da prescrição terapêutica dos exercícios do programa realizado.

Palavras-chave


Dor Lombar; Promoção da Saúde; Exercício.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2017.6659

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