Sistemas universais para a América Latina: jovens e antigas inovações nos serviços de saúde

Eleonor Minho Conill

Resumo


Objetivos: O trabalho discute a necessidade de se equilibrar “antigas e jovens” inovações na construção de sistemas de saúde. Síntese dos dados: Descrição da trajetória dos sistemas contemporâneos com análise das reformas feitas no Brasil, Chile, Colômbia, Espanha e Portugal. Cinco momentos foram identificados: expansão dos serviços, reformas “democrático-racionalizadoras”, ajustes neoliberais, reformas pró-coordenação, novos ajustes e proposta de cobertura universal para países de média e baixa renda. No Chile e na Colômbia houve a introdução explícita de seguros privados, no Brasil a implementação de um sistema público integrado sob financiamento fiscal. Nos três países a segmentação e a fragmentação dos serviços ainda predominam, com uma complexa composição de serviços públicos e privados. Portugal e Espanha implementaram sistemas nacionais que integram “antigas e jovens inovações”, cuja macroeficiência tem sido demonstrada. Conclusão: Na América Latina, propostas de universalização da cobertura sem mudanças no modelo assistencial trazem riscos de um aumento desregulado de consumo sem correspondência com as necessidades de saúde da população. O conhecimento e o debate a partir das experiências acumuladas no Brasil e nos países ibéricos podem contribuir para o enfrentamento desses desafios.

Palavras-chave


América Latina; Reforma dos Serviços de Saúde; Inovação.



DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2018.8779

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Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

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Rev Bras Promoç Saúde, Fortaleza - Ceará - Brasil - e-ISSN: 1806-1230

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