A Compulsão e o Vício na Modernidade

Leonardo de Araújo e Mota

Resumo


A busca por substâncias que proporcionem ao homem a alteração de seu estado de consciência tem
sido uma característica observada em todas as civilizações. No entanto, somente a partir da modernidade, essa
tendência assume sua atual dimensão compulsiva. Diante dos estragos provocados por esta forma específica
de consumo, as substâncias psicoativas surgem como as principais responsáveis por uma gama de infortúnios
presentes na era moderna, sendo esta visão continuamente explorada pelos meios de comunicação através de
novelas, programa de auditórios, noticiários etc . Abordadas pelos organismos de repressão como alheias à
realidade de exploração e desordem próprias do capitalismo, busca-se ocultar algumas causas da drogadição
através de interpretações preconceituosas e mistificadoras. O presente trabalho procura contribuir no sentido
de revelar alguns motivos desses mal-entendidos, a partir de uma abordagem crítica de nossa conjuntura atual.
A princípio, utilizamos como metodologia referências bibliográficas abordando distintas áreas do conhecimento, como psicologia, sociologia
e medicina, buscando, dessa forma, elaborar uma visão multidisciplinar do fenômeno.
Palavras-chave: Compulsão; Capitalismo; Vícios; Modernidade.



DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23180714.2002.17.2.%25p

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Revista de Humanidades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2318-0714

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