O conceito de camponês na análise dos sujeitos da práxis pedagógica

Raimunda Aurea Dias de Sousa, Celmara Coelho de Amorim

Resumo


O processo de ensino, em sua estrutura e funcionamento, só se caracteriza como práxis no momento em que teoria e prática se determinam mutuamente, produzindo na relação com o objeto-sujeito desse processo o aluno e o professor. Eles são sujeitos na medida em que constroem a história num contexto socialmente definidos, e são objetos da história quando sofrem sua influência. Assim, os conceitos construídos em sala de aula, especialmente sobre o campo, dependem de diversos fatores, dentre eles, a postura do professor, que pode sinalizar, ou não, o entendimento do fato social para além da aparência. Assim, o objetivo deste trabalho é compreender como os sujeitos da práxis pedagógica conceituam o camponês num momento em que há expansão do capitalismo no campo, justificado pela necessidade da modernização da agricultura, que enxerga valores estritamente mercadológicos, ao mesmo tempo em que desconsidera os valores da família camponesa que lá se encontra. A importância em abordar o conceito de camponês em sala de aula nos conteúdos de Geografia sobre a questão agrária permite apreender a complexidade do sujeito histórico que tem, na terra, a única garantia de sua existência.

Palavras-chave


Camponês. Sujeito. Professor. Aluno. Sala de aula.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23180714.2017.32.2.223-235

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Revista de Humanidades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2318-0714

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