A visibilidade do suposto passivo: uma atitude revolucionária do homossexual masculino

Valdeci Gonçalves da Silva

Resumo


O presente artigo é uma revisão bibliográfica a respeito da homossexualidade masculina e de sua visibilidade.Com base na referência da masculinidade como construção, procurou adentrar os mecanismos institucionais e culturais que fomentam o preconceito. Neste contexto, atribui-se à conduta homossexual “passiva” uma atitude revolucionária, uma vez que, contrária à maioria heterossexual, dominante e intolerante, esse ator social vivencia a própria singularidade do desejo homoerótico, diante do olhar público, refletido de trejeitos ou afeminação. O interesse por este aspecto foi despertado pela afirmativa: “O buraco do meu cu é revolucionário”, do francês Guy Hocquengheim, que fez eco com as falas dos michês jovens – cuja virgindade do ânus e o beijo na boca parecem ser preservados a todo custo–, na dissertação sob o título Faca de Dois Gumes: percepções da bissexualidade masculina em João Pessoa-PB, de Valdeci Gonçalves da Silva, mestrado em Sociologia da Universidade Federal da Paraíba, 1999. O estudo recorreu aos conceitos de “estigma” de E. Goffman; “deslizamento” de J. Derrida; “singularidade” de F. Guattari; “estranho” de Z. Bauman, e outros. Estes, de uma forma ou de outra, e com as devidas adaptações, ajudaram a esmiuçar as contradições e deturpações forjadas em relação à homossexualidade, em particular, a “passiva”. Uma conduta sexual intrigante que, talvez em virtude da necessidade de investigações, ainda, neste início do século XXI, é discriminada de maneira explícita ou velada. Enfim, constata-se que sentimento homofóbico se presentifica na pós-modernidade, suscitando a razão da discussão temática aqui proposta. Palavras-chave: homossexual passivo, estigma, estranho, deslizamento, singularidade.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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