AIDS e feminização: os contornos da sexualidade

Maria Lúcia Chaves Lima, Ana Cleide Guedes Moreira

Resumo


Desde o surgimento da aids, a prevenção é tratada como uma questão crucial para o controle da epidemia e, após mais de vinte anos, a importância da prevenção não é menor, principalmente levando-se em conta a feminização da aids. A rápida disseminação da aids chamou atenção para as limitações da compreensão da sexualidade humana, pois mesmo com todos os esforços desenvolvidos com o intuito de esclarecer a população quanto às formas de contágio da aids e quanto ao que fazer para reduzir os riscos de contaminação, não há o declínio esperado de novos casos de infecção. Assim, considerando a aids como uma doença capaz de produzir grande soma de sofrimento psíquico, o presente estudo objetiva se inserir na discussão sobre a sexualidade como um elemento fundamental no combate à aids. As autoras sustentam que uma abrangente discussão sobre a sexualidade e um enfrentamento aberto em relação ao desejo, podem ajudar na elaboração de melhores estratégias de prevenção à aids. Quem sabe se a sexualidade passar da ordem do unheimlich para a do familiar, as pessoas fiquem mais preparadas ao se defrontar com as possíveis situações de contaminação da aids? Portanto, faz-se necessário um deslocamento das discussões sobre vírus para uma discussão sobre o prazer que todas as pessoas, de um modo ou de outro, buscam em suas práticas sexuais. Palavras-chave: aids, prevenção, sexualidade, feminização, risco.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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