Angústia e subjetividade

Maria Angélica Augusto de Mello Pisetta

Resumo


Procuramos neste artigo discutir as dificuldades do manejo da
angústia na clínica psicanalítica a partir das diferentes conceituações
do objeto da angústia em Freud e Lacan. O fato clínico da angústia
demarca não apenas uma evidência clínica, mas uma função
particular na condução do tratamento e, ainda, a condição do
homem como faltante. Freud não deixa de marcar a importância
da angústia na clínica ao se referir a um sinal em Inibições,
sintomas e ansiedade (1926) e Lacan, mais especificamente, vai
desenvolver, a partir disto, como função da angústia, a sinalização
da possibilidade de sufocação do desejo. A noção de alteridade
radical aqui desempenha uma localização central, já que a referida
sufocação do desejo indicaria uma perda dos limites do sujeito e
do Outro. Desse modo, pretendemos contemplar neste artigo as
questões em torno desta problemática da constituição do sujeito nos limites do Outro, a partir da angústia. Para tanto, consideramos
as perspectivas freudianas da ‘natureza’ da angústia, do objeto
fóbico e do objeto da angústia, procurando evidenciar a busca
freudiana pelo entendimento da função da angústia. Discutiremos
também a referência lacaniana ao significante e à irredutibilidade
da angústia ao simbólico. A partir desta discussão, destacamos o
entendimento da função da angústia em relação ao asseguramento
da alteridade radical do sujeito.
Palavras-chave: angústia, objeto “a”, subjetividade, Freud, Lacan.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.8.1.73%20-%2088

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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