A Passagem ao Ato na Neurose e na Psicose

Gabriela Rodrigues Mansur de Castro, Ângela Maria Resende Vorcaro

Resumo


A partir de um caso clínico acompanhado pelo Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário – PAIPJ, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), este trabalho se propõe a indagar sobre a passagem ao ato na teoria psicanalítica e suas possíveis especificidades nas estruturas clínicas neurótica e psicótica. Para tanto, foram trabalhados os conceitos de passagem ao ato e acting out, tomando como referências principais os desenvolvimentos teóricos de Sigmund Freud e Jacques Lacan. O trabalho permitiu elucidar que a passagem ao ato na neurose é a precipitação do sujeito, a partir de um encontro desestabilizador, para fora da cena fantasmática onde ele ocupava uma posição de resposta ao desejo do Outro. Já na psicose, há uma tendência a operar diretamente sobre o real nos fenômenos de passagem ao ato, como forma de barrar o Outro em sua dimensão invasiva e excessiva. Discute-se, ainda, a partir do caso clínico, a relação que o sujeito psicótico pode estabelecer com seu corpo e como a falta de recursos diante de um gozo que não se localiza, pode, às vezes, levá-lo à morte.

Palavras-chave


psicanálise; passagem ao ato; acting-out; psicose; neurose.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.14.3.433-441

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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