Ampliando a clínica com idosos institucionalizados

Gabriela Felten da Maia, Graciele Dotto Castro, Aline Bedin Jordão

Resumo


Este artigo contempla um relato de uma experiência realizada ao
longo de três anos com velhos residentes em um lar para idosos. A
partir da inserção na instituição e da análise crítica acerca do lugar
simbólico ocupado pelos residentes na dinâmica de funcionamento
institucional, surgiu a necessidade de revisar a compreensão
sobre o processo de envelhecimento na contemporaneidade, em
especial no que se refere à velhice institucionalizada; bem como
rever as modalidades de atenção psicológica às demandas dessa
população. Assim, buscou-se oferecer um espaço de acolhimento
aos modos de subjetivação emergentes nesse local, desconstruindo
formas hegemônicas de escutar e olhar a velhice, bem como rever
os modos vigentes de atendimento a esses sujeitos. Propôs-se a
construção e ampliação de dispositivos que pudessem favorecer
a expressão dos desejos e singularidades desses velhos (clínica
ampliada), através da criação de espaços individuais e coletivos
de acolhimento com o intuito de oferecer uma escuta diferenciada
ao sofrimento e às formas de subjetivação emergentes. Observar a
instituição como um nicho diferenciado de experiências, em que se
vivenciam outras formas de atividades que evocam outra potência
da velhice, indicou a necessidade e importância de se traçar outros
dispositivos, práticas, saberes e fazeres para a criação de espaços
terapêuticos. Por isso, a intervenção teve um caráter experimental,
no sentido de deixar-se afetar e ser afetado por, na procura de tecer
junto com os residentes do asilo redes que permitissem a criação
de novas direções e novos territórios de existência.

Palavras-chave


Velhice. Produção de subjetividade. Instituições. Clínica ampliada. Psicologia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.10.1.193-210

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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