À Flor da Pele: Posições Femininas de Dizer o Amor

Louise Amaral Lhullier, Daphne de Castro Fayad

Resumo


Este artigo busca demarcar algumas posições femininas no amor a partir das canções de Chico Buarque de Holanda, sobretudo quanto às formas em que a mulher e o feminino se afiguram nesses versos. Parte-se da indicação de algumas diferenças entre a representação da mulher no amor cortês da poesia dos trovadores e a pluralidade de figuras femininas que se desdobram ao infinito nas canções de Chico Buarque, impedindo categorizações que apreendam a mulher e indicando, ao mesmo tempo, sua menção em permanente referência ao amor. O amor é então discutido em função da ideia dos três registros (Imaginário, Simbólico e Real) de Jacques Lacan, o que permite articular a poesia em sua relação privilegiada com o significante e como recurso de recobrimento do vazio. Trata, por fim, da dimensão de semblante do amor e sua função de laço, demonstrando que, das diferentes posições femininas de dizer (e serem ditas) no amor depreendem-se tanto o caráter faltoso da mulher referida à ordem fálica, como o inapreensível do que escapa a essa ordem. Desse modo, destaca-se, com Lacan e Chico Buarque, a proximidade da mulher com o real – neste caso, o real do amor.

Palavras-chave


amor, poesia, amor cortês, feminino, Chico Buarque de Holanda

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.15.2.191-200

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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