A dor física e psíquica na metapsicologia freudiana

Zeferino Rocha

Resumo


Ressaltando que a experiência da dor é única e que, semelhante á Esfinge de Tebas, ela se encontra à porta de cada uma de nossas existências, com a intimação de que lhe decifremos o seu enigma, para não ser por ela devorados, o autor se propõe, no presente ensaio, a acompanhar as etapas principais da elaboração freudiana da teoria metapsicológica da dor, tanto na sua dimensão física quanto psíquica. Inicialmente foram estudados, no contexto teórico do “Projeto para uma Psicologia cientifica” (1895), o modelo da experiência do prazer e o modelo da dor. Em seguida, a dor foi considerada no texto Além do Princípio do Prazer (1920), em articulação com as situações que questionam o primado do princípio do prazer no acontecer psíquico. Entre essas situações foram destacadas as neuroses de acidente (Unfallneurosen), o jogo do Fort Da que Freud analisou quando viu seu neto tentando controlar uma situação de dor e de angústia causada pela ausência da mãe e a compulsão à repetição de situações dolorosas na Transferência. Por fim, foi dado destaque à distinção entre dor física e dor psíquica no anexo C do livro Inibição, Sintoma e Angústia (1926). Nas considerações finais, a concepção metapsicológica da dor foi complementada com algumas reflexões dos pensadores trágicos: Ésquilo na Grécia arcaica e Nietzsche na Idade Moderna.

Palavras-chave


Metapsicologia. Prazer. Dor Física. Dor Psíquica. Sofrimento Trágico.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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