A Incerteza do Futuro e a Questão Ambiental na Contemporaneidade

Maria Fernanda Zanatta Zupelari, Maíra Arantes Leite Wick

Resumo


Diante do agravamento da crise socioambiental, compreendida por nós em um contexto mais amplo como crise da civilização moderna ocidental, a educação ambiental (EA) ganha notoriedade ao promover e subsidiar a reflexão sobre a incerteza do futuro perante o debate sobre a finitude dos recursos naturais e o fenômeno do “hiperindividualismo” na contemporaneidade. Sob esse contexto (e pretexto), este ensaio teórico apresenta como principal objetivo estabelecer relações entre a questão ambiental, a educação ambiental e a insegurança de como será o tempo futuro. Para tanto, traçamos considerações a respeito do tempo (passado, presente e futuro), dos riscos e do sentimento de medo, questões frequentes no cenário do debate Modernidade/Pós-Modernidade. Acreditamos que a abordagem qualitativa é a que melhor expressa nosso interesse investigativo e para isso, empreendemos uma revisão bibliográfica, seguida de uma análise crítica. A partir das leituras empreendidas podemos inferir que a educação ambiental, nesse contexto, pode ser orientada para incitar as mudanças desejadas e necessárias a fim de reverter o quadro da crise socioambiental, ao difundir por meio dos processos educativos suas causas e consequências, despertando nos indivíduos a urgência de se repensar a organização e a produção social. Porém, não devemos e nem podemos atribuir a ela toda a responsabilidade pelas mudanças desejadas.

Palavras-chave


educação ambiental, contemporaneidade, insegurança, crise, risco

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.15.3.447-456

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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