A Chegada de um Irmão Adotivo: Percepções e Experiências

Cristina Maria de Souza Brito Dias, Edilene Freire de Queiroz

Resumo


Esta pesquisa teve como objetivo geral investigar as percepções e vivências, na perspectiva de filhos biológicos, diante da chegada de um (a) irmão (ã) adotivo (a). Foram entrevistados sete adultos, na faixa etária entre 19 e 40 anos, que possuíam ao menos um (a) irmão (ã) adotado (a). A entrevista foi analisada de acordo com a técnica de análise de conteúdo. Observou-se, especialmente no início, ambivalência de sentimentos e foram necessárias readaptações na família para a inserção do novo membro, mas a convivência alicerçou a relação entre os irmãos. A grande diferença de idade entre alguns irmãos levou o filho biológico a se portar como irmão parental. O tratamento dispensado pelos pais aos filhos existentes, bem como a preparação desses foram essenciais para a aceitação da criança adotada. Pode-se concluir que, na maioria dos casos, não se percebeu diferença pelo fato de a fratria ser constituída pela via da consanguinidade ou da adoção, pois são os vínculos afetivos entre pais e filhos que determinam e mobilizam tanto as rivalidades quanto as fraternidades.

Palavras-chave


adoção, irmãos, pais, relacionamento fraterno

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.15.2.222-233

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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