A Violência e o seu Real: Zizek e a Psicanálise

Tiago Iwasasa Neves, Andreza Silva dos Santos, Inácio Antônio Silva de Mariz

Resumo


A violência é a principal causa de angústia na sociedade atual. Ela representa um mal-estar social e é apontada como protagonista na pauta política brasileira. Neste artigo, tomamos a violência como objeto de nossa discussão, mas nos propomos a apresenta-la para além de sua fenomenologia cotidiana. Nossa intenção consiste em lançar um olhar sobre a violência, ou seja, pretendemos problematizar o Real que irrompe através das fissuras na teia social, tomando como principal referência a leitura psicanalítica realizada por Slavoj Zizek. Sua tese sobre a violência denuncia o engodo subjetivista de entendê-la apenas como uma expressão do embate entre agentes sociais e questiona o seu sentido naquilo que nela há de mais Real, isto é, naquilo que se inscreve no cerne de sua condição traumática e que se instala nas exigências da linguagem, enquanto modo de articulação em torno do vazio. Nesse contexto, o verdadeiro ato político surge como uma aposta, um apelo violento ao impossível de realizar-se e um abalo nas fantasias naturalizadas que se proliferam no laço que o sujeito estabelece com o outro.

Palavras-chave


violência, real, Zizek, psicanálise

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.rs.v17i1.5148

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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