“Eu Queria Mudar”: A Psicanálise Face à Adolescência Pobre e sem Lugar

Sandra Torossian, Maria D. de Araujo Ribeiro, Thiago Pereira da Silva, Marcos Rafael de O. Barbosa

Resumo


O presente artigo tem por objetivo, a partir da articulação de interrogantes que emergem da condução de um caso clínico, refletir acerca das possibilidades de intervenção da Psicanálise e das políticas públicas no caso de adolescências que se constituem em contexto de “ralé”. Partimos de uma breve problematização das políticas públicas direcionadas aos adolescentes para desdobrar, posteriormente, ao modo de estudo clínico, questões e proposições sobre a adolescência e seus contextos, bem como as possibilidades de intervenção no cenário da socioeducação. Discutindo o caso, apontamos como direção de trabalho, nesta situação de adolescência sem lugar, a construção de ancoragens possíveis para a sustentação do sujeito e seu desejo em sua relação com o Outro.

Palavras-chave


Adolescência, Socioeducação, Psicanálise, Políticas Públicas, Pobreza.

Texto completo:

PDF/A

Referências


Arantes, E. (2009). Pensando a proteção integral, contribuições sobre as propostas de inquirição judicial de crianças e adolescentes como vítimas ou testemunhas de crimes. In Conselho Federal de Psicologia, Falando sério sobre a escuta de crianças e adolescentes envolvidos em situação de violência e a rede de proteção (pp.??). Brasilia: CFP.

Bigô, M.C. (2011). Sofrimento Eterno. Recuperado de https://www.youtube.com/watch?v=mG81QNYi9u4

Birman, J. (2006). Tatuando o desamparo. In M. R. Cardoso (Org.), Adolescentes (pp. 25-43). São Paulo: Escuta.

Brasil. (2010). Lei Federal nº8.069 de 13 de julho de 1990 . Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). do Rio Grande do Sul: Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social.

Brasil. Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. (2006). Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – SINASE. Brasília: CONANDA.

Broide, J., & Broide, E. E. (2015). A psicanálise em situações sociais críticas: Metodologia e intervenções. São Paulo: Escuta.

Calligaris, C. (2000). A adolescência. São Paulo: Publifolha.

Cruz, L. R. (2006). (Des)Articulando as políticas públicas no campo da infância: Implicações da abrigagem. Santa Cruz do Sul: EDUNISC.

Cruz, L., Hillesheim, B., & Guareschi, N. M. D. F. (2005). Infância e políticas públicas: um olhar sobre as práticas psi. Psicologia & Sociedade, 17(3), 42-49.

Fédida, P. (1992). Nome, figura e memória. São Paulo: Escuta.

Freud, S. (1981a). Sobre la Psicologia del Colegial. In S. Freud, Obras Completas de Sigmund Freud. V.II. Madrid: Biblioteca Nueva. (Originalmente publicado em 1914).

Freud, S. (1981b). Tres Ensayos para una Teoria Sexual. In S. Freud, Obras Completas de Sigmund Freud. V.II. Madrid: Biblioteca Nueva. (Originalmente publicado em 1905).

Guerra, A. M. C., Soares, C. A. N., Pinheiro, M. C. M., & Lima, N. L. (2012). Violência urbana, criminalidade e tráfico de drogas: Uma discussão psicanalítica acerca da adolescência. Psicologia em Revista, 18 (2), 247-263.

Mannoni, O. (1996). A Adolescência é Analisável? In A. I. Corrêa (Org), Mais Tarde é Agora! Ensaios sobre a adolescência (pp.??). Bahia: Ágalma.

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. (2005). Política Nacional de Assistência Social - PNAS. Brasília: Secretaria Nacional de Assitência Social.

Moreira, J. O., Rosário, A. B., & Santos, A. P. (2011). Juventude e adolescência: considerações preliminares. Psico, 42, 457-464.

Morelli, P. (2007). Cidade dos Homens. Rio de Janeiro: Globo.

Pacificadores. (2008). Eu queria mudar. Recuperado de https://pt.wikipedia.org/wiki/Pacificadores

Rassial, J.-J. (1997). A Passagem Adolescente: Da Família ao Laço Social. Porto Alegre: Artes e Ofícios.

Rassial, J.-J. (1999). O Adolescente e o Psicanalista. Rio de Janeiro: Companhia de Freud.

Rodulfo, R. (1990). O brincar e o significante: Um estudo psicanalítico sobre a constituição precoce. Porto Alegre: Artes Médicas.

Rodulfo, R. (1992). Estudios clínicos: Del significante al pictograma a través de la práctica psicoanalítica. Buenos Aires: Paidós.

Rodulfo, R. (2004a). El psicoanálisis de nuevo, elementos para la desconstrucción del psicoanálisis tradicional. Buenos Aires: Eudeba.

Rodulfo, R. (2004b). Desenhos Fora do papel: Da carícia à leitura escrita na criança. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Rodulfo, R. (2008). Futuro porvenir: Ensayos sobre la actitud psicoanalítica en la clínica de la niñez y adolescencia. Buenos Aires: Centro de Publicaciones Educativas y Material Didáctico.

Romanzini, G. D., & Carvalho, J. D. (2013). Psicologia: entre correrias, adolescentes e políticas da assistência social. In L. R. Cruz, L. Rodrigues & N. Guareschi (Orgs.), Interlocuções entre a Psicologia e a Política Nacional de Assistência Social (pp.??). Santa Cruz do Sul: EDUNISC.

Rosa, M. D., & Vicentin, M. C. (2012). Os intratáveis: o exílio do adolescente do laço social pelas noções de periculosidade e irrecuperabilidade. In R. Gurski, M. D. Rosa & M. C. Poli (Orgs.), Debates sobre a adolescência contemporânea e o laço social (pp.??). Curitiba: Juruá.

Silva, R. (1998). Os filhos do governo. Porto Alegre: Ática.

Souza, J. (Org.) (2012). Os batalhadores brasileiros: Nova classe média ou nova classe trabalhadora. Belo horizonte: Editora UFMG.

Souza, J., & Grillo, A. (2009). A ralé brasileira: Quem é e como vive. Editora UFMG.

Tort, M. (2008). El fin del dogma paterno. Buenos Aires: Ed. Paidos.




DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.rs.v17i3.5575

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia