Qualidade do ar e transtornos respiratórios agudos em crianças

Amaury de Souza, Hamilton Germano Pavão, Giancarlo Lastoria, Antonio Conceição Paranhos Filho, Widinei Alves Fernandes, Sandra Garcia Gabas

Resumo


Objetivo: Avaliar a relação entre poluição do ar e efeitos respiratórios agudos em crianças. Métodos: Estudo ecológico de séries temporais realizado em unidades públicas de saúde,
no município do Campo Grande-MS, Brasil, entre 01 de janeiro de 2004 a 31 de dezembro de 2007. Analisaram-se dados diários de O3 (ozônio) e, como variáveis de desfecho, 16.981
atendimentos pediátricos de emergência por sintomas respiratórios, incluindo-se, no modelo para controle, as variáveis referentes à tendência temporal; sazonalidade; temperatura mínima, média e máxima; umidade relativa do ar; precipitação e infecções respiratórias. Determinou-se o coeficiente de correlação de Pearson das doenças respiratórias em função dos parâmetros climáticos para os anos 2004-2007. Resultados: Somente o O3 apresentou associação positiva e estatisticamente significativa, tanto com todos os atendimentos de emergência por queixas respiratórias, quanto com os atendimentos motivados por sintomas nas vias aéreas inferiores. As concentrações médias diárias de O3 não ultrapassaram os limites diários recomendados. Conclusão: Encontraram-se associações entre indicadores de poluição atmosférica e o número de atendimentos pediátricos de emergência, por motivos respiratórios, em Campo Grande, apesar de os níveis do poluente monitorado ozônio permanecerem abaixo dos limites recomendados, durante todo o período de estudo.

Palavras-chave


Criança; Poluição do Ar; Poluentes do Ar [efeitos adversos]; Doenças Respiratórias; Estudos Ecológicos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2011.p95

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Rev Bras Promoç Saúde, Fortaleza - Ceará - Brasil - e-ISSN: 1806-1230

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