Fatores que interferem na adesão de gestantes com HIV/Aids à terapia anti-retroviral - doi:10.5020/18061230.2011.p396

Valéria Lima de Barros, Maria Alix Leite Araújo, Maria Natália Araújo de Alcântara, Marilene Alves Oliveira Guanabara, Simone Paes de Melo, Suzyanne da Silva Sobreira Guedes

Resumo


Objetivo: Conhecer as experiências de gestantes com HIV/Aids em relação à adesão à terapia anti-retroviral em dois hospitaispúblicos de referência para HIV/Aids em Fortaleza- CE, Brasil. Métodos: Estudo descritivo, realizado com 24 mulheres grávidas que estavam em acompanhamento pré-natal e em uso da terapia anti-re troviral. Os dados sociodemográficos, obstétricos e informações relativas à experiência com a adesão à terapia antirretroviral foram
colhidos nos meses de julho a setembro de 2009, por meio de uma entrevista semiestruturada. Resultados: As mulheres tinham média de idade de 29 anos, baixa renda, baixaescolaridade e parceiro fixo. Identificou-se que alguns fatores interferem para que as gestantes façam adesão
ao tratamento com antirretrovirais. Dentre estas se destacam a não aceitação do diagnóstico e a ausência de sinais e sintomas de Aids. Entretanto, o medo de transmitir o vírus para o bebê
serviu de estímulo para as gestantes aderirem ao tratamento. Conclusão: A não aceitação do diagnóstico e a ausência de sinais e sintomas de Aids interferem negativamente para que as
gestantes façam adesão ao tratamento antirretroviral. Por outro lado, o medo do filho nascer com o vírus e a vontade de continuar a viver são estímulos para a adesão.

Palavras-chave


Sorodiagnóstico da AIDS; Terapia Combinada; Gestantes.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/2099

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Rev Bras Promoç Saúde, Fortaleza - Ceará - Brasil - e-ISSN: 1806-1230

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