Distúrbios osteomusculares autorreferidos em funcionários de supermercado

Bruna Almeida M. da Silva, Renata Nunes da Silva, Fernando PereirA Carlos, Luanda A. Collange Grecco, Leandro Henrique Grecco

Resumo


Objetivo: Verificar a prevalência das algias autorreferidas em funcionários de uma rede de supermercados. Métodos: Estudo observacional, transversal, descritivo, realizado em uma rede de supermercados da capital paulista, no período de janeiro de 2011 a fevereiro de 2012, em uma amostra de 300 funcionários. Foram coletadas informações sociodemográficas, de atividade física e caracterização do processo de trabalho. Assumiu-se como desfecho o relato de sintomas de dores osteomusculares, por meio do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares. Para análise estatística, foram calculadas frequências e porcentagens. Resultados: A população, em sua maioria, era do sexo feminino, jovem, solteira e possuía escolaridade até o 2º grau. Apenas 25% dos funcionários realizavam atividades físicas. Todos haviam apresentado algum tipo de sintomatologia musculoesquelética nos últimos 12 meses e metade (50%) apresentou três ou mais sintomas. A dor apareceu predominante nos membros inferiores, seguida pela coluna torácica e lombar. A idade pode estar associada ao aparecimento de dores no pescoço. Além disso, a função associa-se a dores no cotovelo, coluna lombar e membros inferiores. Por fim, a coluna lombar é a região com maior associação dentre as variáveis independentes. Conclusão: Identificou-se que os funcionários investigados da referida rede de supermercado apresentavam prevalência de algias ou algum sintoma musculoesquelético nos últimos 12 meses, que englobaram o membro inferior, regiões que compõem a coluna vertebral, região dos punhos, dedos e mãos.


doi:10.5020/18061230.2014.p13

Palavras-chave


Transtornos Traumáticos Cumulativos; Saúde do Trabalhador; Doenças Profissionais.

Texto completo:

PDF PDF (English)

Referências


Settimi MM, Almeida IM, Toledo LF, Paparelli R,Silva JÁ, Martins M. Lesões por Esforços Repetitivos (LER)/Distúrbios Osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). São Paulo: CEREST; 2000.

Al-Eisa E, Buragadda S, Shaheen AAM, Ibrahim A,Melam GR. Work related musculoskeletal disorders:causes, prevalence and response among egyptian and saudiphysical therapists. Middle-East J. Sci. Res. 2012;12(4):523-9.

Yeng LT, Teixeira MJ, Romano MA, Picarelli H, Settimi MM, Greve JMA. Distúrbios ósteo-musculares relacionados ao trabalho. Rev Med. 2001;80(Ed. Esp. Pt.2):422-42.

Torres ARA, Chagas MIO, Moreira ACA, Barreto ICHC, Rodrigues EM. O adoecimento no trabalhador:repercurssões na vida do trabalhador e de sua família. Sanare. 2011;10(1):42-8.

Anap DB, Iyer C, Rao K. Work related musculoskeletaldisorders among hospital nurses in rural Maharashtra,India: a multi centre survey. Int J Res Med Sci.2013;1(2):101-7.

Draicchio F, Trebbi M, Mari S, Forzano F, Serrao M, Sicklinger A, et al. Biomechanical evaluation of supermarket cashiers before and after a redesign of the checkout counter. Ergonomics. 2012;55(6):650-69.

Rosa AFG, Garcia PA, Vedoato T, Campos RG, Lopes MLS. Incidência de LER/DORT em trabalhadores de enfermagem. Acta Sci. 2008;30(1):19-25.

Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social – DATAPREV. Anuário Estatístico da Previdência Social 2011. Brasília: Ministério da Previdência; 2011.

Moraes PWT, Bastos AVB. As LER/DORT e os fatores psicossociais. Arq Bras Psicol. 2013;65(1):2-20.

Saldanha JHS, Pereira APM, Neves RF, Lima MAG. Facilitadores e barreiras de retorno ao trabalho de trabalhadores acometidos por LER/DORT. Rev Bras Saúde Ocup. 2013;38(127):122-38.

Picoloto D, Silveira ED. Prevalência de sintomas osteomusculares e fatores associados em trabalhadores de uma indústria metalúrgica de Canoas-RS. Ciênc Saúde Coletiva. 2008;13(2):507-16.

Delani D, Evangelista RA, Pinho ST, Silva AC. Ginástica laboral: melhoria na qualidade de vida do trabalhador. Rev Cient Faema. 2013;4(1):41-61.

Riesco TB, Sandoval RA, Kappes V. Exercícios compensatórios laborais nos operadores de” checkout”de um supermercado de Goiânia. Lect Educación Fís Deportes. 2006;10(92):26.

Clarke CM. Workplace injuries and illnesses in grocery stores. Compensation and Working Conditions.Washington: Department of Labor, Bureau of Labor Statistics; 2003. p.1-12.

Curci KA, Oliveira MR, Souza Rangel MM, Mendes S.Promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças na Saúde Suplementar: um breve histórico. Mundo Saúde. 2013;37(2):230-40.

Pinheiro FA, Tróccoli BT, Carvalho CV. Validação do questionário nórdico de sintomas osteomuscularescomo medida de morbidade. Rev Saúde Pública. 2002;3(3):307-12.

Matos LB. Jovens e adolescentes no mercado de trabalho: uma análise sobre o Programa de Aprendizagem e suas Implicações nas empresas do polo de Manaus. Rev Magistro. 2013;8(2):77-90.

Battisti HH, Guimarães ACA, Simas JPN. Atividade física e qualidade de vida de operadores de caixa de supermercado. Rev Bras Ciência Mov. 2005;13(1):71-8.

Murofuse NT, Marziale MHP. Doenças do sistema osteomuscular em trabalhadores de enfermagem. Rev Latinoam Enferm. 2005;13(3):364-73.

Bonfiglioli R, Mattioli S, Fiorentini C, Graziosi F,Curti S, Violante FS. Relationship between repetitive work and the prevalence of carpal tunnel syndrome in part-time and full-time female supermarket cashiers:a quasi-experimental study. Int Arch Occup Environ Health. 2007;80(3):248-53.

Forcier L, Lapointe C, Lortie M, Buckle P, Kuorinka I, Lemaire J, et al. Supermarket workers: Their work and their health, particularly their self reported musculoskeletal problems and compensable injuries.Work. 2008;30(4):493-510.

Trelha CS, Cunha ACV, Carregaro RL, Castro RFD, Gallo JMCL, Silva DW, et al. Prevalência de sintomatologia musculoesquelética em funcionários de supermercado em Lonsdrina-PR; Musculoskeletal symptoms in workers of supermarket of Londrina-PR.Fisioter Mov. 2004;17(4):59-64.

Ryan GA. The prevalence of musculo-skeletal symptoms in supermarket workers. Ergonomics.1989;32(4):359-71.

Violante FS, Graziosi F, Bonfiglioli R, Curti S, Mattioli S. Relations between occupational, psychosocial and individual factors and three different categories of back disorder among supermarket workers. Int Arch Occup Environ Health. 2005;78(8):613-24.

Magnago TSBS, Lisboa MTL, Griep RH, Kirchhof ALC, Camponogara S, Nonnenmacher CQ, et al.Nursing workers: work conditions, social-demographic characteristics and skeletal muscle disturbances. Acta Paul Enferm. 2010;23(2):187-93.

Galvão JT. Saúde e qualidade de vida do operador de caixa de supermercado. Palmas. Monografia[Bacharelado em Administração] - Universidade de Brasília; 2012.

Karino ME, Martins JT, Bobroff MCC. Reflexão sobre as políticas de saúde do trabalhador no brasil: avanços e desafios. Ciênc Cuid Saúde. 2011;10(2):395 400.

Martins AC, Felli VEA. Sintomas músculoesqueléticos em graduandos de enfermagem. Enferm Foco. 2013;4(1):58-62.

Etemadinezhad S, Ranjbar F, Gorji M. Posture analysis by OWAS method and prevalence of Musculoskeletal Disorders using Nordic questionnaire among workers of Sourak tobacco factory in 2013. IJEHSE. 2013;1(2):89-94.

Moraes PWT, Bastos AVB. As LER/DORT e os fatores psicossociais. Arq Bras Psicol. 2013;65(1):2-20.

Mergener CR, Kehrig RT, Traebert J. Sintomatologia músculo-esquelética relacionada ao trabalho e sua relação com qualidade de vida em bancários do Meio Oeste Catarinense. Saúde Soc. 2008;17(4):171-81.

Antunes ED, Araújo CR, Abage Z. Musculoskeletal sympotms in workers of a Telecom Company. Work. 2012;41(Suppl. 1):5725-7.

American College of Sports Medicine. ACSM’s exercise management for persons with chronic diseases and disabilities. Indianapolis: Human Kinetics Publishers; 2003.

Silva EP, Minette LJ, Souza AP, Marçal MA, Sanches ALP. Psychosocial and organizational factors associated with risk of LER/DORT in operators of forest harvesting machines. Rev Árvore. 2013;37(5):889-95.




DOI: http://dx.doi.org/10.5020/2362

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM




Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Rev Bras Promoç Saúde, Fortaleza - Ceará - Brasil - e-ISSN: 1806-1230

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia