Força de preensão manual de idosos participantes de grupos de convivência

Luana Meneghini Belmonte, Inês Alessandra Xavier Lima, Luiz Augusto Oliveira Belmonte, Viviane Pacheco Gonçalves, Jean Carlos Conrado, Diego Amorim Ferreira

Resumo


Objetivo: Analisar a força de preensão manual (FPM) de idosos participantes de grupos de convivência e sua relação com sexo, prática de atividade física, diabetes, hipertensão arterial sistêmica e osteoporose. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, realizado com idosos de ambos os sexos, participantes de grupos de convivência do município de Palhoça-SC. Coletaram-se dados clínicos e FPM entre julho e outubro de 2012 e analisou-se a influência das variáveis estudadas sobre a FPM. Resultados: Fizeram parte da amostra 69 mulheres (87,3%) e 10 homens (12,7%), onde 34,2% (n=27) dos idosos relataram apresentar diabetes, 55,7% (n=44) hipertensão arterial sistêmica e 25,3% (n=20) osteoporose. A FPM dos homens (63,9 ± 15,1 pounds) foi maior do que das mulheres, (40,5 ± 12,2 pounds) (p=0,001). Não houve diferença significativa entre as médias da FPM entre os idosos praticantes e não praticantes de atividade física (p=0,99). Houve influência da osteoporose sobre FMP, onde os idosos sem a doença tinham mais força que os acometidos (p=0,002). Conclusão: Os idosos investigados apresentaram baixa FPM, sendo a dos homens maior do que das mulheres. A prática da atividade física, hipertensão arterial sistêmica e a diabetes não influenciaram a FPM, entretanto, os idosos com osteoporose apresentaram FPM diminuída.


doi:10.5020/18061230.2014.p85

Palavras-chave


Força da Mão; Idoso; Envelhecimento.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/2380

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