Prevalência de infecção latente por mycobacterium tuberculosis em profissionais da rede básica de saúde

Tássia Silvana Borges, Eduardo Chaida Sonda, Alexandre Daronco, Fabiana Battisti, Marcos Moura Baptista Dos Santos, Andréia Rosane Moura Valim, Mariana Valença, Lia Gonçalves Possuelo

Resumo


Objetivo: Estimar a prevalência de infecção latente por M. tuberculosis e identificar características relacionadas à infecção latente entre os trabalhadores da rede básica de saúde. Métodos: Estudo transversal, observacional e descritivo, realizado em 2011, incluiu 137 trabalhadores da rede básica de saúde que desempenhavam suas atividades em um município. Realizaram-se entrevistas abordando características de exposição no trabalho (vacinação com BCG, tempo de trabalho na rede de saúde, exposição potencial à tuberculose, infecção pelo HIV, uso de corticoides, diabetes, uso de tabaco ou álcool) e, posteriormente, aplicouse o teste tuberculínico (TT). Analisaram-se os dados com teste Fischer e T-Student (p <0,05). Resultados: Os profissionais da saúde eram majoritariamente mulheres (n=126, 92%), com idade média de 35,3 (±9,1) anos. Entre os profissionais reatores, 25 (55,5%) buscaram assistência médica – destes, 7 (28%) realizaram tratamento profilático. A prevalência de tuberculose latente foi de 32,8%. Das características avaliadas, somente o tabagismo (OR:3,03; IC 95% 1,05-8,77) foi associado à infecção latente. Conclusão: A prevalência estimada de infecção latente por M tuberculosis entre os trabalhadores de saúde avaliados foi de 32,8%. Quanto às características estudadas, não foi possível relacioná-las com a infecção latente entre os trabalhadores da rede básica de saúde, com exceção do tabagismo.

doi:0.5020/18061230.2014.p269

Palavras-chave


Tuberculose; Teste Tuberculínico; Prevalência; Pessoal de Saúde.

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DOI: https://doi.org/10.5020/2459

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