Assistência pré-natal e políticas públicas de saúde da mulher: revisão integrativa

Herla Maria Furtado Jorge, Maiza Claudia Vilela Hipólito, Valéria Aparecida Masson, Raimunda Magalhães Silva

Resumo


Objetivo: Analisar evidências sobre a assistência pré-natal implementada na atenção básica, com foco na percepção de gestantes, puérperas e profissionais de saúde e na relação com as políticas públicas da saúde da mulher. Métodos: Realizou-se um levantamento nas bases de dados BDENF, LILACS e SciELO no período de 2004 a 2013, através dos descritores “assistência pré-natal”, “atenção básica”, “políticas públicas de saúde” e “assistência integral a saúde da mulher”, observando-se publicações em português e espanhol. Selecionaram-se 19 artigos, cujos dados organizados puderam ser analisados à luz das políticas públicas. Resultados: Observou-se que a assistência pré-natal eficaz favorece a diminuição dos índices de mortalidade materna. A percepção de gestantes e puérperas quanto à assistência pré-natal foi discutida com base nas recomendações do Ministério da Saúde e está vinculada à importância da atuação de equipe multiprofissional. Identificaram-se deficiências quanto ao conhecimento das gestantes acerca da atenção odontológica, orientações sobre o aleitamento materno e participação de pais em grupos de educação realizados no pré-natal. Os enfermeiros associaram a realização do pré-natal aos efeitos benéficos, desde que as gestantes realizem as consultas e que os profissionais estejam aptos a adotarem condutas de acompanhamento eficaz no pré-natal. Conclusão: A assistência pré-natal de qualidade garante o acompanhamento da gestante e previne complicações no parto e puerpério, refletindo na diminuição da mortalidade materna e infantil

Palavras-chave


Assistência pré-natal; Atenção básica; Políticas públicas de saúde; Assistência integral à saúde da mulher.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2015.p140

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