Prevalência de atividade física em mulheres

Vanessa Terezinha Ferraria Jonck, Amanda Soares, Camila da Cruz Ramos de Araujo, Zenite Machado, Nycolle Martins Reis, Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães

Resumo


Objetivo: Investigar a prevalência de atividade física (AF) em mulheres de Florianópolis- SC. Métodos: Estudo quantitativo e transversal, desenvolvido entre 2012 e 2013, realizado com 400 mulheres entre 20 e 59 anos da região urbana da cidade de Florianópolis. Utilizouse um questionário autoaplicável contendo dados demográficos, peso e altura. Aplicou-se o questionário internacional de atividade física (IPAQ). Para a comparação das variáveis da atividade física, utilizou-se a ANOVA, e para comparação dos níveis (insuficientemente ativo, ativo e muito ativo) de atividade física, o teste do Qui-quadrado. Adotou-se nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: Aproximadamente 58-76% das mulheres foram consideradas suficientemente ativas, sendo a atividade física de intensidade moderada a mais prevalente em todos os grupos etários, destacando-se a faixa etária de 46 a 59 anos (74 min/d). Do total, 58,7% (n=232) das mulheres moram com seus parceiros, 81,8% (n=327) possuem ensino superior, 74,5% (n=298) pertencem à classe econômica B, 46,8% (n=187) não possuem filhos e 74% (n=296) apresentam peso normal. No entanto, essas variáveis parecem não influenciar a prática de AF. Conclusão: Ressalta-se o elevado quantitativo de mulheres suficientemente ativas, sendo a atividade física de intensidade moderada mais prevalente em todos os grupos etários. Nesse sentido, elas atendem às recomendações para a prática de atividade física apontadas pelas agências de saúde.

doi: 10.5020/18061230.2014.p533

Palavras-chave


Atividade Motora; Mulheres; Prevalência.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/2889

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