Avaliação da atividade física na promoção da saúde de adolescentes brasileiros: revisão sistemática

Alvaro Adolfo Duarte Alberto, Aylton José Figueira Junior, Maria Luiza de Jesus Miranda

Resumo


Objetivo: Analisar as abordagens metodológicas de estudos nacionais que avaliaram o nível de atividade física na promoção da saúde de adolescentes. Métodos: Revisão da literatura de forma sistemática, respaldada nos estudos de originais e em publicações nas bases de dados eletrônicas MEDLINE, LILACS, ADOLEC e SCOPUS, enfatizando-se os aspectos determinantes da atividade física na promoção da saúde por meio dos seguintes descritores em inglês: physical activity: physical fitness, physical activity, physical exercise, motor activity, sedentary and sedentarines, adolescent, adolescence, young, youth, teenager, and teenagen, Brazil, brazilian, South America, Low-middle income and country(ies); a análise de dados abrange o período de 2005 a 2011. Identificaram-se, inicialmente, 449 estudos. Após a avaliação dos títulos dos manuscritos, 130 artigos foram considerados elegíveis para a leitura dos resumos e análise na sua íntegra. Ao final, 31 artigos preencheram todos os critérios de inclusão. Resultados: Entre os trabalhos avaliados, 93,6% (n=29) dos estudos utilizaram delineamento transversal, com amostragens que variaram de 92 a 5.028 sujeitos, e todos utilizaram questionários como instrumentos de mensuração da atividade física. A principal análise dos estudos se baseou na associação entre atividade física, dados demográficobiológicos (idade, gênero) e socioeconômicos (renda, classe econômica e escolaridade dos pais). Conclusão: Os estudos nacionais que avaliam o nível de atividade física na promoção da saúde de adolescentes se apresentam com grande variabilidade metodológica, uma vez que não há uma padronização metodológica no delineamento, instrumento e definição das variáveis, ressaltando-se a necessidade de estudos longitudinais na área.


doi:10.5020/18061230.2013.p426

Palavras-chave


Atividade motora; Adolescente; Saúde; Brasil.

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DOI: https://doi.org/10.5020/2952

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