Amamentação em prematuros: caracterização do binômio mãe-filho e autoeficácia materna

Antonia Mauryane Lopes, Grazielle Roberta Freitas da Silva, Silvana Santiago da Rocha, Fernanda Valéria Silva Dantas Avelino, Lorena Sousa Soares

Resumo


Objetivo: Analisar a amamentação em prematuros relacionando as características do binômio mãe-filho e a autoeficácia materna. Métodos: Estudo do tipo transversal, descritivo, exploratório, com abordagem quantitativa, em uma maternidade pública do estado do Piauí, com 21 mães e seus filhos internados na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal. Aplicou-se um questionário sobre a caracterização materna, um check-list para avaliar a técnica da amamentação e a escala Breastfeeding Self-Efficacy Scale – Short Form. Resultados: 10 (47,6%) eram adolescentes, 11 (52,4%) solteiras, 10 (47,6%) com baixo nível de escolaridade, 10 (47,6%) com renda baixa, 12 (57%) não possuíam vínculo empregatício, 15 (71,4%) residiam no interior do estado, 13 (61,9%) apresentaram partos cesarianos, 11 (52,4%) eram multigestas, 12 eram (57,1%) multíparas, 11 (52,4%) tiveram experiência em amamentar, 12 (57,1%) planejaram a gravidez, 16 (72,5%) realizaram o pré-natal com menos de seis consultas e não foram diagnosticadas doenças durante o pré-natal e 13 (81,3%) não receberam orientações sobre o aleitamento materno. Quanto os recém-nascidos, 18 (85,7%) nasceram com peso inferior a 1500 kg, 10 (47,6%) alimentavam-se com aleitamento materno misto/parcial, 16 (76,2%) já haviam feito uso de sonda orogástrica para oferta do leite, 8 (66,7%) tinham dificuldade da pega, 7 (58,3%) sucção débil, 8 (66,7%) deglutição desorganizada, 10 (83,3%) vigília prejudicada, 9 (75,5%) tinham pouca duração da mamada, 8 (66,6%) com posicionamento desorganizado e 13 (61,9%) das mães possuíam alta eficácia em amamentar. Conclusão: As mães do estudo mostraram-se com alta eficácia em amamentar seus filhos prematuros. Entretanto, na observação da técnica da mamada, esta se apresentou ineficaz.

Palavras-chave


Amamentação; Prematuro; Mães; Autoeficácia; Enfermagem.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2015.p32

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