Perfil dos recém-nascidos submetidos à estimulação precoce em uma unidade de terapia intensiva neonatal

Karla Camila Lima de Souza, Nataly Gurgel Campos, Francisco Fleury Uchoa Santos Júnior

Resumo


Objetivo: Descrever o perfil dos recém-nascidos submetidos à estimulação precoce em uma unidade de terapia intensiva neonatal, caracterizando a população do estudo segundo suas variáveis neonatais e fatores de risco indicativos para o tratamento de estimulação precoce. Métodos: Estudo do tipo transversal e analítico, realizado em hospital de referência de Fortaleza, no período de fevereiro a março de 2011, cuja amostra constou de 116 prontuários de recém-nascidos indicados para o tratamento de estimulação precoce. Analisaram-se as seguintes variáveis: peso, sexo, idade gestacional, índice de Apgar, diagnóstico de síndrome do desconforto respiratório e de hemorragia intracraniana, uso de ventilação mecânica e pressão positiva contínua das vias aéreas (CPAP). As variáveis foram analisadas pelo programa Microsoft Excel® 2007 para obtenção de média e moda. Resultados: Das variáveis estudadas, houve um predomínio do baixo peso ao nascer, prematuridade e sexo masculino. Segundo o índice de Apgar, os escores do 1º e do 5º minutos mostraram valores ascendentes. Quanto às patologias estudadas, destaca-se a síndrome do desconforto respiratório como a mais prevalente, seguida da hemorragia intracraniana. Com relação à utilização do suporte ventilatório, o CPAP apresentou-se como a modalidade mais indicada, seguida da ventilação mecânica. Conclusão: O perfil dos recém-nascidos investigados no presente estudo, submetidos à estimulação precoce em uma unidade de terapia intensiva neonatal, é representado pelo sexo masculino, prematuro, com baixo peso e índice de Apgar elevado no 1º e 5º minutos, com prevalência da síndrome do desconforto respiratório e aumento do uso da pressão positiva contínua das vias aéreas.

doi:http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2013.p523

Palavras-chave


Recém-Nascido; Unidade de Terapia Intensiva; Neonatologia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/3117

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