Acolhimento ao familiar da pessoa em sofrimento psíquico nos estudos de enfermagem

Cristiene Barbosa Lima, Mércia Zeviani Brêda, Maria Cícera dos Santos de Albuquerque

Resumo


Objetivo: Evidenciar o conhecimento publicado no campo da enfermagem sobre acolhimento aos familiares de pessoas em sofrimento psíquico nos serviços de saúde.
Métodos: Revisão integrativa, realizada nos meses de junho e julho de 2012, nas bases de dados LILACS, BDENF, IBECS, MEDLINE e SciELO, com os descritores “saúde mental”, “acolhimento” e “família”. Atenderam à inclusão 14 textos, escritos por profissionais e acadêmicos de enfermagem, em idioma português, publicados entre 2007 e 2011. Os dados foram apresentados de forma sintética em quatro tabelas e uma figura, sendo analisados sob o referencial de acolhimento pela Política Nacional de Humanização. Resultados: Não se pode afirmar uma tendência relacionada a estudos sobre acolhimento. A maioria das publicações analisadas adota abordagem qualitativa e análise de conteúdo, sendo de evidência tipo III. Há predominância de pesquisas tendo como sujeitos profissionais de saúde, no entanto, a família e outros atores começam a ser envolvidos. Cuidar de modo análogo da família e da pessoa que sofre é destaque em todos os estudos analisados. Evidenciou-se necessidade de interação entre os serviços de saúde e a rede especializada em saúde mental, e de preparo da equipe para minimizar as dificuldades enfrentadas pela família. Conclusão: O acolhimento à família foi apontado com frequência como dispositivo facilitador da reabilitação. Há muito por fazer rumo ao seu acolhimento nos serviços de saúde, a fim de permitir que a família perceba que sua vida não é necessariamente a continuidade da dificuldade que o outro enfrenta.

doi:http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2013.p571

Palavras-chave


Saúde Mental; Acolhimento; Família.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/3124

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