Prevalência e fatores associados à realização de mamografia e exame citopatológico

Tiara Cristina Romeiro Lopes, Angela Andréia França Gravena, Cátia Millene Dell Agnolo, Sheila Cristina Rocha-Brischiliari, Marcela de Oliveira Demitto, Maria Dalva de Barros Carvalho, Sandra Marisa Pelloso

Resumo


Objetivo: Estimar a prevalência e os fatores associados à realização de mamografia e exame citopatológico em mulheres da cidade de Maringá, Paraná. Métodos: Estudo transversal, de base populacional, feito com 345 mulheres com idade superior a 20 anos, no período de março de 2011 a abril de 2012. Realizou-se entrevista por meio de um questionário proposto pelo Ministério da Saúde, o qual abordava aspectos sociodemográficos, fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis e questões relacionadas ao rastreamento mamográfico e citopatológico. Os dados foram analisados mediante análise bivariada, análise bruta mediante Odds Ratio (OR) e qui-quadrado por meio do programa Epi Info 3.5.1, e análise multivariada por meio da regressão logística, realizada com o programa Statistica 7.1, com nível de significância de 5% e intervalo de confiança de 95%. Resultados: A média de idade das mulheres foi de 52,19 (±5,27) anos. A maioria (56,5%) apresentou de 0 a 8 anos de estudo. Além disso, 84,6% (n=266) das mulheres realizaram o exame de Papanicolau e 74.3% (n=169), a mamografia. Foram associadas à menor realização de Papanicolau as mulheres com escolaridade entre 9 e 11 anos de estudo (p=0,01), e quanto à mamografia, tiveram menor adesão as mulheres sem plano de saúde privado (p<0,01). Conclusão: A cobertura da mamografia e do Papanicolau foi satisfatória entre as mulheres da cidade de Maringá, Paraná. A baixa escolaridade e as mulheres que dependiam da rede pública de saúde tiveram menor adesão à realização da mamografia.

Palavras-chave


Fatores de Risco; Neoplasias da Mama; Neoplasias Uterinas; Mamografia.

Texto completo:

PDF PDF (English)

Referências


Ministério da Saúde (BR), Instituto Nacional de Câncer - INCA. Coordenação de Prevenção e Vigilância Estimativa 2014: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: Ministério da Saúde; 2014.

World Health Organization – WHO, International Agency for Research on Cancer. Globocan 2012: estimated câncer incidence, mortality and prevalence worldwide [acesso em 2014 Maio 14]. Disponível em: http://globocan.iarc.fr/Pages/fact_sheets_cancer.aspx.

Silva RCF, Hortale VA. Rastreamento do Câncer de Mama no Brasil: Quem, Como e Por quê? Revista Brasileira de Cancerologia. 2012; 58(1):67-71.

Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Atenção à Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2013.

Ministério da Saúde (BR), Instituto Nacional de Câncer - INCA. Estimativa 2011: Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. Rio de Janeiro: Ministério da Saúde; 2011.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (BR). Primeiros resultados do Censo 2010. Brasília: IBGE; 2011.

Bonita R, Beaglehole R, Kjellstron T. Basic Epidemiology. 2nd edition. Geneva: World Heatlh Organization, 2006.

Segri NJ, Priscila MSBF, Maria CGPA, Marilisa BAB, Chester LGC, Moisés G, et al. Práticas preventivas de detecção de câncer em mulheres: comparação das estimativas dos inquéritos de saúde (ISA - Capital) e vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (VIGITEL – São Paulo). Rev Bras Epidemiol. 2011;14(Supl 1):31-43.

Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. VIGITEL Brasil 2008: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília: Ministério da Saúde; 2009.

World Health Organization - WHO. The World Health Report - Reducing Risks, Promoting Healthy Life. Geneva: WHO; 2004.

World Health Organization – WHO. Obesity and overweight. Fact sheet n° 311. [acesso em 2014 Maio

. Disponível em: http://www.who.int/mediacentre/ factsheets/fs311/en/

Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.

Ministério da Saúde (BR), VIGITEL Brasil 2011: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília: Ministério da Saúde; 2012.

Oliveira AF, Cunha CLF, Viégas IF, Figueiredo IF, Brito LMO, Chein MBC. Estudo sobre a adesão ao exame citopatológico de Papanicolaou em um grupo de mulheres. Rev Pesq Saúde. 2010;11(1):32-7.

Murata IMH, Gabrielloni MC, Schirmer J. Cobertura do Papanicolaou em Mulheres de 25 a 59 anos de Maringá-PR, Brasil. Rev Bras Cancerol. 2012;58(3):409-15.

Silva JMA, Souza RC, Manzo BF, Souza SR, Pereira SM. Fatores relacionados a não continuidade da realização do exame citológico Papanicolaou. Percurso Acadêmico. 2011; 1(2):225-39.

Ozawa C, Marcopito LF. Teste de Papanicolaou: cobertura em dois inquéritos domiciliários realizados no município de São Paulo em 1987 e em 2001-2002. Rev Bras Ginecol Obstet. 2011;33(5):238-45.

Silva JKS, Santos JA, Silva JS, Amorim ASR. Prevenção do câncer de colo uterino: um enfoque a não adesão. Rev Enferm UFPI. 2013;2(3):53-9.

Batiston AP, Tamaki EM, Souza LA, Santos MLM. Conhecimento e prática sobre os fatores de risco para o câncer de mama entre mulheres de 40 a 69 anos. Ver Bras Saúde Matern Infant. 2011;11(2):163-71. 20. Centers for Disease Control and Prevention. Healthy people 2010 [acesso em 2014 Maio 14]. Disponível em: http://www.healthypeople.gov

Ministério da Saúde (BR). Portaria nº 1101, de 12 de junho de 2002. Estabelece parâmetros assistenciais do SUS. Diário Oficial da União; 2002.

Schneider IJC, Giehl MWC, Boing AF, D’orsi E. Rastreamento mamográfico do câncer de mama no Sul do Brasil e fatores associados: estudo de base populacional. Cad Saúde Pública. 2014;30(9):1987-97.

Marchi AA, Gurgel MSC. Adesão ao rastreamento mamográfico oportunístico em serviços de saúde públicos e privados. Rev Bras Ginecol Obstet. 2010; 32(4):191-7.

Malta DC, Moura EC, Oliveira M, Santos FP. Usuários de planos de saúde: morbidade referida e uso de exames preventivos, por inquérito telefônico, Brasil, 2008. Cad Saúde Pública. 2011;27(1):57-66.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Um panorama da saúde no Brasil. Acesso e utilização de serviços, condições de saúde e fatores de risco e proteção à saúde 2008. Rio de Janeiro: IBGE; 2010.




DOI: https://doi.org/10.5020/18061230.2015.p402

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM




Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Rev Bras Promoç Saúde, Fortaleza - Ceará - Brasil - e-ISSN: 1806-1230

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia