Análise do estado de funcionalidade de idosos residentes em unidades de longa permanência

Jeanne Batista Josino, Rachel Belarmino Costa, Thiago Brasileiro de Vasconcelos, Bruno Ricarth Domiciano, Ismênia Carvalho Brasileiro

Resumo


Objetivo: Analisar o estado de funcionalidade de idosos residentes em unidades de longa permanência. Métodos: Estudo descritivo-exploratório desenvolvido em duas instituições de longa permanência para idosos (ILPI) no município de Fortaleza-CE, no período de novembro de 2012 a julho de 2013. Os instrumentos utilizados foram: 1) formulário sociodemográfico, 2) Medida de Independência Funcional (MIF) e 3) Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF). Os dados foram analisados de maneira descritiva a partir do cálculo de frequência, média e desvio padrão. Resultados: Houve predomínio do sexo masculino (n=47; 59,49%), com média de idade de 74,58 (± 8,89) anos, 68,35% (n=54) foram ou são casados e 49,37% (n=39) são analfabetos. Com relação à MIF, observou-se que os idosos realizam as atividades de modo completo ou modificado, e 18,99% (n=15) possuem dificuldade para subir escadas. Na ligação da MIF com a CIF, viu-se, quanto ao autocuidado, que 96,20% (n=76) não apresentam dificuldades para executar tarefas, 92,40% (n=73) locomovem-se sem dificuldades e 98,73% (n=78) têm cognição preservada. Quanto à capacidade de manter e controlar interações sociais, todos apresentam esse domínio preservado. Conclusão: Os idosos pesquisados apresentaram bom estado cognitivo, sendo possível constatar pouca dependência nas atividades relacionadas a cuidados pessoais, mobilidade e comunicação. O uso da CIF permite visualizar o cenário de funcionalidade dos idosos, o que pode facilitar estratégias de promoção de saúde mais efetivas para essa população.

Palavras-chave


Idoso; Saúde do Idoso Institucionalizado; Fisioterapia.

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DOI: https://doi.org/10.5020/18061230.2015.p351

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