Treinamento neuromotor no padrão de marcha e na mobilidade de tornozelos em idosos

Bruna Caroline de Lima, Bruna Cardoso, Malu Cristina de Araujo Montoro Lima

Resumo


Objetivo: Analisar o efeito do treinamento neuromotor no padrão de marcha e a mobilidade de tornozelos em idosos. Métodos: Ensaio controlado não aleatorizado, de corte transversal, realizado em Rio Negrinho, Santa Catarina, no período de maio a setembro de 2015, com amostra de 26 idosas divididas em grupo controle (GC=15) e grupo treinamento neuromotor (GTN=11). A avaliação do padrão de marcha ocorreu através do Protocolo de Cerny e a mobilidade de tornozelos, através da goniometria. O GC realizou atividade física regular composta por aquecimento, exercícios de alongamento e fortalecimento muscular de grandes grupos musculares de membros e desaquecimento. O GTN recebeu treinamento neuromotor em forma de circuito composto por 10 estações, com aquecimento, treinamento neuromotor, desaquecimento e repetição do circuito em 3 vezes, com permanência de 1 minuto em cada estação e 30 segundos de intervalo entre elas, com progressão de dificuldade dos exercícios após a sexta semana. Ambos os grupos realizaram a atividade por 12 semanas (2 vezes semanais, com duração de 45 minutos). Análise ocorreu pelo teste t, adotando um nível de significância de p<0,05. Resultados: Houve melhora significativa em dorsiflexão de ambos os tornozelos (direito p=0,00 e esquerdo=0,02) e em ambos os grupos; já no padrão de marcha, não houve melhora significativa após treinamento neuromotor (velocidade p=0,55; tempo de deambulação p=0,6). Conclusão: O treinamento neuromotor beneficiou a manutenção do padrão de marcha (velocidade e tempo de deambulação) e a mobilidade articular de tornozelos em idosas avaliadas.
Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos: RBR-9tphus

Palavras-chave


Idoso; Marcha; Movimento.

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DOI: https://doi.org/10.5020/18061230.2015.p487

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