Monitoramento de fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis: um estudo de base populacional

Érica de Brito Pitilin, Daiane Schuck, Rafaela Bedin, Vanessa Gasparin, Taize Sbardelotto

Resumo


Objetivo: Monitorar a prevalência dos fatores de risco à ocorrência das doenças crônicas não transmissíveis em adultos de um município do norte do Paraná, Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo transversal de base populacional, realizado em 2013 e operacionalizado por meio de uma entrevista domiciliar com 453 adultos selecionados conforme as áreas de extensão demográficas do município. As variáveis estudadas foram àquelas relacionadas às condições sociodemográficas e aos principais fatores de risco associados às doenças crônicas como tabagismo, atividade física, ingestão de bebida alcoólica e estado nutricional. Realizou-se análise bivariada das variáveis em cada nível de determinação utilizando P-valor < 0,05. Resultados: Houve associação entre os fatores de risco para as doenças crônicas não transmissíveis e as características sociodemográficas para sexo, escolaridade e situação conjugal (p<0,05). A proporção da inatividade física ocorreu nos indivíduos do sexo feminino, com baixa escolaridade e entre os viúvos (as). Quanto ao consumo abusivo de álcool, os indivíduos do sexo masculino, com baixa escolaridade e entre os solteiros (as) tiveram significância estatística. O cigarro foi prevalente entre os homens e os solteiros (as) e o excesso de peso entre os indivíduos do sexo masculino, baixa escolaridade e casados (as), com significância estatística para essas variáveis. Conclusão: As características sociodemográficas mostraram associação entre os principais fatores de risco para as DCNT corroborando com a hipótese de que tais doenças também podem ter sua origem nos determinantes sociais.

Palavras-chave


Doença Crônica; Fatores de Risco; Epidemiologia; Prevenção de Doenças.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2016.p204

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