Educação alimentar e nutricional para o controle de comorbidades em pessoas com doenças infecciosas

Patrícia Dias de Brito, Juliana Lauar Gonçalves, Paula Simplício da Silva, Claudia Santos de Aguiar Cardoso, Marlete Pereira da Silva, Adriana da Costa Bacelo, Raquel Espírito Santo, Cristiane Fonseca de Almeida

Resumo


Objetivo: Relatar a experiência da implantação de práticas de educação alimentar e nutricional (EAN) em grupo, para melhoria de adesão às orientações nutricionais, para pessoas com doenças infecciosas. Síntese de dados: Trata-se de um relato de experiência de atividade de educação alimentar e nutricional realizada no período de abril a novembro de 2015, no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Rio de Janeiro. Doze indivíduos portadores de doenças infecciosas e parasitárias, de ambos os sexos, com diagnósticos de excesso de peso e de síndrome metabólica participaram de sete oficinas temáticas mensais. Foram abordados temas relevantes para o tratamento da síndrome metabólica e do excesso de peso por meio de rodas de conversa, dinâmicas e distribuição de folhetos explicativos. Durante as oficinas, foram identificados de forma clara comportamentos alimentares que não correspondiam à orientação nutricional prévia fornecida na consulta individual e que dificultavam o controle das condições clínicas presentes na síndrome metabólica e excesso de peso. Nas oficinas, os participantes consolidaram o conhecimento sobre práticas alimentares saudáveis e, com a troca de experiência, sentiram-se mais seguros e motivados para superarem as dificuldades durante o tratamento nutricional. Conclusão: Observou-se que os participantes consolidaram seus conhecimentos e a autonomia para escolhas alimentares saudáveis e, com a troca de experiência, sentiram-se mais seguros e motivados para superarem as dificuldades durante o tratamento nutricional. Portanto, a implementação da EAN em grupo foi efetiva na melhora da adesão às orientações nutricionais, refletindo em novos relatos de práticas alimentares saudáveis.

Palavras-chave


Educação Alimentar e Nutricional; Assistência Ambulatorial; Comportamento Alimentar.

Texto completo:

PDF PDF (English)

Referências


Ministério da Saúde (BR). Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. 8ª ed. rev. Brasília: Ministério da Saúde; 2010.

Nguyen KA, Peer N, Mills EJ, Kengne AP. A meta-analysis of the metabolic syndrome prevalence in the global HIV-infected population. PLoS ONE. 2016;11(3):e0150970.

Jackson Y, Castillo S, Hammond P, Besson M, Brawand-Bron A, Urzola D, et al. Metabolic, mental health, behavioural and socioeconomic characteristics of migrants with Chagas disease in a non-endemic country. Trop Med Int Health. 2012;17(5):595-603.

Ministério da Saúde (BR). Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em adultos. Brasília: Ministério da Saúde; 2013.

Sociedade Brasileira de Hipertensão, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Sociedade Brasileira de Diabetes, Associação Brasileira para Estudos da Obesidade. I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica. Arq Bras Cardiol. 2005;84(1):3-28.

World Health Organization - WHO. Reducing risks, promoting healthy life. Geneva: WHO; 2002.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 [Internet]. Rio de Janeiro: IBGE; 2010 [acesso em 2016 Jun 10]. Disponivel em: http//: www.ibge.gov.br

Jung RT. Obesity as a disease. Brit Med Bull. 1997;53(2):307-21.

Ministério da Saúde (BR), Coordenação-Geral de Educação Alimentar e Nutricional. Relatório final do Encontro de Educação Alimentar e Nutricional: discutindo diretrizes. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.

Levy RB, Claro RM, Mondini L, Sichieri R, Monteiro CA. Distribuição regional e socioeconômica da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil em 2008-2009. Rev Saúde Pública. 2012;46 (1):6-15.

Janda M, Zeidler D, Bohm G, Schoberberger R. An instrument to measure adherence to weight loss programs: the Compliance Praxis Survey-Diet (COMPASS-Diet). Nutrients. 2013;5(10):3828-38.

Chimenti BM, Bruno MLM, Nakasato M, Isosaki M. Estudo sobre adesão: fatores intervenientes na dieta hipocalórica de coronariopatas internados em um hospital público de São Paulo. Rev Bras Nutr Clin. 2006;21(3):204-10.

Meirelles ARN, Luedy A, Menezes D, Ribeiro H. Implantação de um programa de educação do paciente em um hospital público. Rev Baiana Saúde Pública. 2015;39(3):668-80.

Pereira MA, Pereira AA, Leão JM, Lisboa LCV, Elias MAR, Ghetti FF, et al. Desafios e reflexões na implantação de um programa de educação alimentar e nutricional (EAN) em indivíduos com excesso de peso. Rev Bras Promoç Saúde. 2015;28(2):290-6.

Franzoni B, Lima LA, Castoldi L, Labrêa MGA. Avaliação da efetividade na mudança de hábitos com intervenção nutricional em grupo. Ciênc Saúde Coletiva. 2013;18(12):3751-8.

Moreira P, Romualdo MCS, Amparo FC, Paiva C, Alves R, Magnoni D, et al. A educação nutricional em grupo e sua efetividade no tratamento de pacientes obesos. RBONE. 2012;6(35):216-24.

Ferreira FB, Fraga JCS, Nunes JP, Liberali R, Navarro F. Alterações antropométricas de pacientes obesos submetidos a um tratamento multidisciplinar da obesidade em Porto Alegre. RBONE. 2009;3(16):290-7.

Dias LCGD, Fioravante M, Zacarin JF, Lopes TVC. Reeducação alimentar no programa de saúde da família: relato de experiência. Rev Ciênc Ext. 2008;4(1):122-8.

Maffacciolli R, Lopes MJM. Educação em Saúde: a orientação alimentar através de atividades de grupo. Acta Paul Enferm. 2005;18(4):439-45.

Diogo MJDE, Ceolim MF, Cintra FA. Implantação do grupo de atenção à saúde do idoso (GRASI) no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (SP): relato de experiência. Rev Latinoam Enferm. 2000;8(5):85-90.

World Health Organization - WHO. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of a WHO Consultation. Geneva: WHO; 2000. (Technical Report Series 894).

Sociedade Brasileira de Cardiologia. V Diretriz Brasileira sobre Dislipidemia e Diretrizes de Prevenção da Aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da SBC. Arq Bras Cardiol. 2013;101(4 Supl 1):1-22.

Garcia S, Koyama MAH. Estigma, discriminação e HIV/Aids no contexto brasileiro, 1998 e 2005. Rev Saúde Pública. 2008;42(Supl 1):72-83.

Parker R, Agleton P. Estigma, discriminação e AIDS. Rio de Janeiro: Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS; 2001. (Coleção ABIA, Cidadania e Direitos, 1).

Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2014.

Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Alimentos regionais brasileiros. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2015.

Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Atenção à Saúde, Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia alimentar: como ter uma alimentação saudável. Brasília: Ministério da Saúde; [s.d.]. (Guia de bolso).




DOI: https://doi.org/10.5020/18061230.2017.p141

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Rev Bras Promoç Saúde, Fortaleza - Ceará - Brasil - e-ISSN: 1806-1230

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia