Avaliação da qualidade de vida em idosos da comunidade

Beatriz Campos de Oliveira, Naiane Moreira Barbosa, Marina Saint'Clair Mattioda de Lima, Heloísa Silva Guerra, Carlos Magno Nrves, Juliana Boaventura Avelar

Resumo


Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de idosos da comunidade vinculados a uma unidade de saúde da família. Métodos: Estudo descritivo e transversal, realizado com 98 idosos vinculados a uma unidade básica de saúde (UBS) de um município de Goiás, Brasil, entre fevereiro e abril de 2016. Os dados foram coletados por meio de entrevista estruturada utilizando um instrumento sobre os aspectos sóciodemográfico e morbidades referidas pelos idosos, e a Escala de Qualidade de Vida de Flanagan, que conceitualiza a qualidade de vida a partir de cinco dimensões: bem-estar físico e material; relações com outras pessoas; atividades sociais, comunitárias e cívicas; desenvolvimento pessoal e realização; e recreação. Para a análise dos dados empregou-se a estatística descritiva, univariada, regressão logística múltipla, teste de Qui-Quadrado e exato de Fisher para comparar proporções. Resultados: A maioria dos idosos era do sexo feminino 59 (60,2%), com média de idade de 69 anos (DP±6,8), 40 (40,8%) casados e 56 (57,1%) haviam cursado ensino fundamental completo. Dentre os participantes, 52 (53,1%) eram sedentários e 77 (87,8%) referiram pelo menos um problema de saúde. A média de pontuação total na escala de Flanagan foi de 86,3 (±10) pontos, refletindo alta qualidade de vida. Praticar atividade física (p=0,019) e possuir algum grau de instrução (p=0,012) apresentou tendência a melhor percepção da qualidade de vida. Conclusão: A qualidade de vida dos idosos foi considerada alta de acordo com a Escala de Qualidade de Vida de Flanagan, com maiores índices de satisfação no domínio “ouvir música, assistir TV ou cinema, leitura ou outros entretenimentos”.

Palavras-chave


Idoso; Qualidade de Vida; Saúde Pública; Atenção Primária à Saúde.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2017.5879

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