FINDRISK: estratificação do risco para Diabetes Mellitus na saúde coletiva

José Auricélio Bernardo Cândido, Geanne Maria Costa Torres, Inês Dolores Teles Figueiredo, Ana Patrícia Pereira Morais, Francisco José Maia Pinto, Antônio Germane Alves Pinto, Maria Rosilene Cândido Moreira, Maria Irismar de Almeida

Resumo


Objetivo: Analisar a importância do FINDRISK para a estratificação do risco em Diabetes Mellitus (DM) tipo 2 como estratégia preventiva na saúde coletiva. Métodos: Estudo epidemiológico, descritivo e analítico, realizado com 371 pessoas, com idade entre 30 e 69 anos, desenvolvido entre agosto 2015 e março de 2016 no Nordeste brasileiro. Aplicou-se o instrumento FINDRISK para coleta de dados por meio da análise estatística inferencial, com cálculo das razões de prevalência ao nível de significância de 5%. Resultados: Dos sujeitos, 85,7% (n=318) apresentaram nenhum/baixo/moderado risco de DM2, sendo 66,8% (n=248) do sexo feminino, 59% (n=218) com idade superior a 45 anos, 72% (n=267) com índice de massa corporal elevado, 77% (n=284) com circunferência abdominal aumentada, 54% (n=202) praticavam atividade física, 67% (n=250) não comiam verduras/frutas, 80% (n=297) não tinham glicose elevada e 52% (n=194) apresentavam familiar com DM. Conclusão: O questionário apresentou-se como um importante instrumento para estratificar o risco para DM2, além de potencialmente indutor no planejamento de ações de prevenção e da promoção da saúde conforme o nível de gravidade.

Palavras-chave


Diabetes Mellitus; Fatores de Risco; Promoção da Saúde.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/18061230.2017.6118

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