Aspectos epidemiológicos da hanseníase em um município nordestino do Brasil

Carmem Rita Sampaio de Sousa, Mariana Campos da Rocha Feitosa, Ana Beatriz Ferreira Pinheiro, Kellyn Kessiene Sousa Cavalcante

Resumo


Objetivo: Analisar os aspectos epidemiológicos da hanseníase em um município nordestino do Brasil. Métodos: Realizou-se um estudo transversal a partir de dados secundários sobre a hanseníase oriundos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do município de Maracanaú, Ceará, de 2009 a 2018. Os dados foram analisados pelo software Stata, versão 11.2. Resultados: Diagnosticaram-se 639 casos novos de hanseníase no município de Maracanaú. A maioria dos casos novos foi do sexo masculino. A classificação clínica da doença predominante é a forma dimorfa, com proporção média de 42,4%. Dos 639 casos diagnosticados em Maracanaú, 33 (5,2%) ocorreram através de exame de contato, 23 (3,6%) por exame de coletividade e 583 (91,2%) pelas formas de detecção passiva. Conclusão: O município encontra-se com taxa de detecção anual que indica hiperendemicidade, indicando alta detecção de casos, com registro em menores de quinze anos, indicando a permanência de fontes de transmissibilidade. As características clínicas e epidemiológicas são do sexo masculino, classificação operacional multibacilar, sendo a forma clínica dimorfa a mais frequente e com predomínio para o grau zero de incapacidade no momento do diagnóstico.

Palavras-chave


Hanseníase;Epidemiologia;Monitoramento Epidemiológico

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DOI: https://doi.org/10.5020/18061230.2019.9469

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