Ações de prevenção primária e secundária relacionadas aos fatores de risco para osteoporose

Giulia Ohana Franco, Giulia Sestini, Gabriel Antonio Cabriott Dumbra, Mariana Storino Conte, Felipe Colombelli Pacca, Daniela Vichiato Polizelli Roma, Patricia da Silva Fucuta, Tamara Veiga Faria

Resumo


Objetivo: Analisar a efetividade do teste da International Osteoporosis Foundation (IOF) para as prevenções primária e secundária relacionadas aos fatores de risco para a osteoporose. Métodos: Estudo transversal realizado no interior de São Paulo, Brasil, durante a Campanha de Prevenção à Osteoporose realizada em outubro de 2016. Participaram 400 pessoas, selecionadas aleatoriamente, entrevistadas de acordo com o teste de um minuto para risco de osteoporose da IOF. A análise estatística utilizou o teste de Kolmogorov-Smirnov, o teste qui-quadrado de Pearson, o Mann-Whitney e a análise multivariada para fatores de risco associados à osteoporose pelo modelo de regressão logística binária. Os resultados foram apresentados em odds ratio, com intervalo de confiança de 95%. Resultados: A amostra foi composta por 260 mulheres e 140 homens, com mediana de 57 anos, e 95% indicaram possuir algum fator de risco. As questões com maior índice de positividade indicaram que ambos os sexos estão expostos à baixa exposição ao sol, à baixa ingesta de alimentos ricos em vitamina D (p=0,140) e ao hábito de atividades físicas por tempo inferior a 30 min (p=0,657). O índice de massa corporal (IMC) menor que 19kg/m2 (p=0,336) indicou menor positividade. A regressão logística mostrou associação entre quatro fatores de risco (densitometria óssea, queda por fraqueza, mudança de altura após os 40 anos e sexo) e a população em estudo acima de 60 anos. Conclusão: O teste da IOF se mostrou uma ferramenta funcional na promoção da saúde e atenção primária, podendo trazer benefícios socioeconômicos.

Palavras-chave


Prevenção Primária; Prevenção Secundária; Fatores de Risco; Osteoporose; Saúde Pública

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DOI: https://doi.org/10.5020/18061230.2020.9644

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