Mudança de regime cambial e a arbitragem no mercado de ativos brasileiro: um teste

Daniella Nunes Karla da Nóbrega, Sinézio Fernandes Maia

Resumo


A relação entre a taxa de juros e a taxa de câmbio tem sido um dos temas mais investigados na literatura empírica de macroeconomia e finanças. As vantagens que estimulam os poupadores internacionais a canalizarem recursos para além de
suas fronteiras é o incentivo de construção de um portfólio onde o trade off entre risco e retorno esperado é mais favorável do
que aquele alcançável em uma autarquia. Um dos arcabouços utilizado na literatura é o teste da condição paridade de juros.
O modelo é utilizado para permitir, aos agentes, a possibilidade de arbitragem em tais mercados, bem como é utilizado, por
gestores de política econômica, para medir a mobilidade de capital. O Brasil tem apresentado taxas de juros muito alta, o
que sugere um estímulo aos poupadores internacionais. O objetivo do trabalho é verificar se a condição paridade de juros se mantém para o Brasil e se existe livre mobilidade de capital. No modelo econométrico segue a tradição da literatura do tipo i
= ? +?(i*+Ee) + ? onde E é o operador de esperança matemática, que representa a expectativa de desvalorização/valorização cambial. Se os resíduos são i.i.d., implica a aceitação da condição paridade de juros e da expectativa proposta. ? é uma constante que capta a possibilidade da existência de diferenciais de juros (capta uma medida de risco), mesmo na presença de plena mobilidade de capitais que não dão margens a ganhos de arbitragem. A presença de autocorrelação nos resíduos indica que erros do passado influenciam erros cometidos atualmente e que podem implicar em mercado de câmbio ineficiente. A condição paridade de juros, desta forma, está sendo testada para o parâmetro ? = 1 além de testar também a mobilidade perfeita de capital. Os resultados obtidos sugerem que tanto em período de regime cambial fixo quanto em regime de câmbio flexível não foi encontrada evidência que comprovasse a condição paridade de juros. Observa-se também um indicador de baixa mobilidade de capital e uma baixa correlação com os níveis de investimento estrangeiro em carteira.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/2318-0722.13.2.%25p

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Revista Ciências Administrativas, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2318-0722

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