Análise Comparativa dos Retornos Efetuados e Estimados de Ações de Empresas Brasileiras

Kascilene Gonçalves Machado

Resumo


Este trabalho tem por objetivo verificar se valores estimados com os modelos propostos pelos autores Sharpe (1964) e Fama e French (1993) e 2015a) são eficientes para orientar os investidores. Para alcançar o objetivo proposto, realizou-se uma analise comparativa dos retornos efetuados e estimados das ações de 60 empresas brasileiras, no período de 2000 a 2018, através do cálculo das variações entre os retornos reais e estimados, identificando-se se os retornos realizados são próximos dos calculados. O trabalho mostra-se relevante, pois o estudo realizado testou e verificou se os modelos de precificação de ativos, clássicos da literatura de finanças, realmente são eficientes e devem ser utilizados pelos investidores como ferramenta de apoio a tomada de decisão em renda variável. A partir dos resultados da pesquisa, é possível responder quais modelos tendem a ser mais confiáveis e quais os cuidados que os investidores devem ter ao fazer uso desses modelos. Além disso, o artigo visa a preencher a lacuna de pesquisa sobre a eficiência dos modelos de precificação de ativos no mercado acionário brasileiro, abrangendo tanto uma quantidade maior de ações a serem analisadas quanto um período de pesquisa mais amplo, o que agrega diversos cenários econômicos (expansão, estagnação, crises econômicas e recessão). Os resultados obtidos a partir de análise comparativa dos retornos reais e estimados empregando o modelo de precificação de ativo de Sharpe (1964) e o modelo de três e cinco fatores proposto por Fama e French (1993) e (2015a) indicam que apenas um pequeno percentual dos retornos calculados ocorreu conforme os retornos efetuados no período de análise, o que evidencia que tais modelos devem ser empregados com outras ferramentas para apoio de decisão em investimentos em renda variáveis.

Palavras-chave


Modelo de precificação de ativos; Modelo 3-Fatores de Fama e French; Modelo 5-Fatores de Fama e French; risco-brasil; ações.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/2318-0722.2020.26.1.8360

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