A dor de ser borderline: revisão bibliográfica com base na terapia cognitivo-comportamental

Autores

  • Catarina Nívea Bezerra de Menezes
  • Brisa Burgos Dias Macedo
  • Cinthya Karyne Sampaio Viana

DOI:

https://doi.org/10.5020/23180714.2014.29.2.267-287

Palavras-chave:

Borderline. Terapia Cognitivo-Comportamental Dialética. Transtorno de Personalidade.

Resumo

O estudo tem como objetivo discutir, com suporte em estudos já realizados, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em seus diversos aspectos, com o intuito de conhecer melhor as possíveis intervenções para esta doença. Tal transtorno vem se apresentando em evidência na contemporaneidade, principalmente devido a oscilação de humor presente nas pessoas que são acometidas, exigindo dos profissionais da saúde, uma maior atenção e preparo para identificação desta desordem mental. Para tanto, procedeu-se a uma busca em bases de dados eletrônicas – CAPES, BVS – Psi, Scielo, Google Acadêmico – onde foram identificados 85 artigos, dos quais se analisaram dados como título, autoria, resumo e conteúdos. A pesquisa ocorreu de agosto a outubro de 2013. Com base em estudos revisados, foi possível entender a correlação significativa entre abusos sexuais sofridos na infância e os índices de prevalência do TPB. Observou-se, ainda, a prevalência de outros tipos de desregulação em pacientes borderlines, gerando, por exemplo, comportamentos de parassuicídio e distorções cognitivas relevantes. Constatou-se a escolha da Terapia Cognitivo-Comportamental Dialética (TCD) como intervenção psicoterápica mais apropriada, pois o uso de metáforas e o Treino de Habilidades Sociais (THS) foram considerados de exume relevância para o prognóstico. Os avanços neurocientíficos apontaram o uso de psicofármacos como essencial para a evolução do tratamento do TPB. Conclui-se, com base nos estudos referendados neste artigo, que os traumas podem apresentar grande contribuição para o desenvolvimento do TPB. Ainda com o apoio em tais estudos, notou-se que os comportamentos de automutilação podem estar diretamente relacionados à necessidade dos pacientes em buscar alívio das dores emocionais presentes em decorrência dos traumas cultivados.

Biografia do Autor

Catarina Nívea Bezerra de Menezes

Universidade de Fortaleza – Professora de Psicologia da UNIFOR (Universidade de Fortaleza) e UNICHRISTUS (Centro Universitário Christus). Doutora e Mestra em Psicobiologia pela FFCLRP-USP

Brisa Burgos Dias Macedo

Universidade de Fortaleza – Aluna do Curso de Psicologia da UNIFOR (Universidade de Fortaleza)

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Publicado

2014-07-30

Como Citar

de Menezes, C. N. B., Burgos Dias Macedo, B., & Sampaio Viana, C. K. (2014). A dor de ser borderline: revisão bibliográfica com base na terapia cognitivo-comportamental. Revista De Humanidades, 29(2), 267–287. https://doi.org/10.5020/23180714.2014.29.2.267-287

Edição

Seção

Artigos