História do movimento ambiental paraibano: a luta contra os espigões na orla marítima de João Pessoa, no período de 1981 a 1989

José Otávio Aguiar, Gutierre Farias Alves

Resumo


Este artigo tem como objetivo elucidar a participação da Associação Paraibana Amigos da Natureza (APAN), juntamente com outras associações de professores, arquitetos e engenheiros, na luta em defesa da orla marítima de João Pessoa. Para isso, trazemos o contexto político de redemocratização, abertura política e advento de ideias preservacionistas que permitiu o surgimento, a atuação e as conquistas ambientais na Constituição Federal de 1988 e na Constituição Estadual da Paraíba de 1989. O movimento contrário à construção dos espigões argumentava que tais edificações impediriam a circulação de ar para o restante da cidade e, por isso, o movimento elaborou estratégias de mobilização pautadas em passeatas, shows e entrega de panfletos. Para a realização do estudo, fizemos o cruzamento dos textos jornalísticos (A união, O Norte, O Correio da Paraíba, O Momento) juntamente com a análise da bibliografia especifica a respeito do período, o que nos possibilitou perceber que, até a proibição dos espigões na orla de João Pessoa, todo um debate foi noticiado pelos jornais da época e que a emenda proposta por tais associações serviu de base para o artigo 229 da Constituição Estadual.

Palavras-chave


Espigões; Mobilização; Movimento Ambientalista.

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DOI: https://doi.org/10.5020/23180714.2015.30.2.379-398

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Revista de Humanidades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2318-0714

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