Incongruência entre concepções e práticas avaliativas das professoras pedagogas nos anos iniciais do ensino fundamental

Autores

  • Dilva Bertoldi Benvenutti

DOI:

https://doi.org/10.5020/23180714.2016.31.2.489-505

Palavras-chave:

Avaliação. Concepção. Prática. Congruência. Aprendizagem.

Resumo

O estudo objetiva compreender a relação ente concepção e prática de avaliação das professoras pedagogas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental da Educação Básica. A pesquisa busca saber o que as professoras concebem como avaliação e como desenvolvem suas práticas no contexto dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Nessa direção, foi realizada pesquisa de campo com vinte e quatro professoras dos anos iniciais, egressas do curso de Pedagogia da Universidade do Oeste de Santa Catarina de Maravilha-SC, formadas pela matriz 2004-2008. A pesquisa apresenta enfoque qualitativo, dialético e descritivo. Foi aplicado questionário, organizada uma sessão de grupo focal e fórum online (2014-2015). As professoras pesquisadas são representadas pelas siglas: PQ (questionário), PF (fórum online) e PGF (Grupo focal). A análise demonstra que os discursos das professoras pedagogas apresentam inconsistência com suas práticas de sala de aula, pois afirmam conceberem avaliação como diagnóstico e processo, mas em contrapartida em suas práticas dão ênfase ao modelo tecnicista, apontando trabalho, observação, provas, comportamento e atitudes como instrumentos utilizados para avaliar. A avaliação está pautada na verificação, tendo como foco somente os objetivos propostos, práticas direcionadas e controladas pelas professoras que dificilmente poderão ser entendidas como reflexivas ou vinculadas à autoavaliação. O desafio é as professoras pedagogas apresentarem posturas coerentes relacionadas às concepções e práticas, apresentando congruência entre o que dizem e o que fazem no contexto da sala de aula, possibilitando que a avaliação tenha como intuito diagnosticar aprendizagem, acompanhar o processo e refletir sobre ação na ação, permitindo que os alunos façam uma autoavaliação, suscitando práticas que demonstrem amor e responsabilidade.

Biografia do Autor

Dilva Bertoldi Benvenutti

Mestre em Educação pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Doutoranda em Educação nas Ciências na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ). Professora do Curso de Pedagogia da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), São Miguel do Oeste – SC.

Downloads

Publicado

2016-12-16

Como Citar

Benvenutti, D. B. (2016). Incongruência entre concepções e práticas avaliativas das professoras pedagogas nos anos iniciais do ensino fundamental. Revista De Humanidades, 31(2), 489–505. https://doi.org/10.5020/23180714.2016.31.2.489-505

Edição

Seção

Artigos