Mulher, poder e subjetividade

Maria Isolda Castelo Branco Bezerra

Resumo


A presente investigação procurou analisar a possível descaracterização subjetiva das mulheres executivas da Caixa Econômica de Fortaleza, na medida em que podem estar assumindo atitudes pouco femininas para corresponder à lógica do mercado que é organizada dentro de parâmetros masculinos. 60 ARTIGOS REVISTA MAL-ESTAR E SUBJETIVIDADE / FORTALEZA / V. II / N. 2 / P. 59 - 85 / SET. 2002 MARIA ISOLDA CASTELO BRANCO BEZERRA DE MENEZES Procurou-se avaliar as relações de poder e solidariedade entre homens e mulheres, no espaço das organizações consideradas como de fundamental importância para o sucesso das empresas. Os eixos teóricos fundamentais foram a História das Mulheres, a partir da qual foi analisado seu processo de subjetivação, Mulher e Trabalho e suas implicações na dinâmica familiar e a questão do poder na perspectiva das relações de gênero. Metodologicamente, o estudo constituiu-se como um estudo de caso. Foram investigadas 20 executivas, com idade média de 40 anos, através de questionários e realização de entrevistas, cujos dados foram submetidos a uma análise qualitativa. As representações das executivas sobre as mulheres indicaram que essas sentem-se seguras como mulheres, consideram que há menos discriminação nas relações de trabalho, embora percebam que as manifestações do domínio masculino são hoje menos explícitas. Revelaram também que exercem o poder sem perda de sua singularidade e que o maior diferencial na atualidade é a competência. Palavras-chave: mulher, poder, subjetividade

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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