Um peso na alma: o corpo gordo e a mídia

Naumi A. de Vasconcelos

Resumo


Atualmente, encontra-se no sujeito que apresenta um corpo denominado de gordo a questão do mal-estar subjetivo. Esse corpo está associado a um imaginário social próprio que ao ser divulgado pela mídia impressa, faz entrever um corpo impregnado de preconceitos, discriminações e estigmas, por representar, na sociedade contemporânea, tanto um caráter pejorativo de uma falência moral quanto um corpo com falta de saúde. O gordo ao violar a norma social vigente, torna-se um paradigma estético negativo. Em contrapartida, o corpo magro é tido como saudável, é valorizado e desejado, acabando por se transformar em um símbolo da própria felicidade; fundamental para o sujeito ser aceito socialmente. A esse respeito foram analisados a construção das representações sociais e sentidos acerca do corpo gordo através de matérias veiculadas por jornais e revistas semanais brasileiras, entre o período de 1995 a 2003. Optamos por trabalhar com a mídia impressa, pois esta enquanto um canal de informação e reprodução de uma prática discursiva, logo ideológica, socializa os fatos e normas e atua como um agente organizador do espaço social, ocupando, portanto, um papel central para a consolidação dessas representações que passam, então a assumirem um caráter coletivo normalizador na constituição de uma identidade e subjetividade especificas. Palavras-chave: corpo gordo, mídia, representações sociais, cultura, subjetividade

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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