Formas de apresentação do sofrimento psíquico: alguns tipos clínicos no Brasil contemporâneo

Christian Ingo Lenz Dunker

Resumo


O presente artigo discute a tipificação do sofrimento psíquico no quadro dos discursos tendentes à homogenização da subjetividade. Entendem-se por tipo clínico formas regulares de apresentação do sofrimento psíquico que se apóiam, em sua expressão, em diferentes estratégias discursivas. A tipificação opera gerando formas particulares de subjetivação onde sua tensão com o universal, que as determina, não aparece dialetizada. Exclui-se neste processo a singularidade como aspecto constitutivo do sujeito. Entende-se o discurso na acepção formulada por Lacan (1968). Utiliza-se a noção de cálculo neurótico do gozo (Dunker, 2003) para indicar as operações de ciframento e organização discursiva do sofrimento pelo sujeito. O objetivo do estudo é descrever como tais tipos clínicos acabam por compor diferentes relações entre o sujeito, o saber e o gozo. Configurações estas que são congruentes com certas formações ideológicas contemporâneas, particularmente a estetização da subjetividade. Abordam-se alguns efeitos clínicos da tipificação do sofrimento psíquico no quadro da migração de saberes e retóricas específicas, em uma época marcada pela mercantilização da subjetividade. Apresenta-se, a seguir, um pequeno percurso clínico marcado por diferentes tipificações e, simultaneamente, pelos esforços de singularização. Palavras Chaves: psicanálise, clínica, sujeito, estética, discurso

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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