O teatro da individuação: forças e simulacros

Vilene Moehlecke, Tania Mara Galli Fonseca

Resumo


Nesse trabalho, pretendemos realizar uma discussão sobre o sujeito e suas articulações com os processos estéticos e com as possibilidades de simulação. Assim, pensamos sobre as possibilidades de agenciamento do corpo, seus movimentos e forças envolvidas. Entendemos o teatro da individuação como uma resolução relativa do ser, que pode buscar a ativação da sua vontade de potência, seu outramento. Na vida, o ser experimenta compor novas personagens ao longo de suas histórias e, assim como no teatro, o vivo pode realizar muitos ensaios, na tentativa de romper os limites do corpo e agenciar outras maneiras de existir. Além disso, estudamos as virtualidades do tempo e do corpo ao pensarmos as coexistências entre o atual e o virtual. Já o princípio ético do eterno retorno de Nietzsche nos faz refletir sobre a potência de retorno da diferença e da superação de si, ou seja, o sujeito pode viver, como se cada instante retornasse indefinidamente e pode experimentar a força do esquecimento, como um desprendimento de antigas resoluções. Ele é capaz de estabelecer novas conexões com elementos heterogêneos, presentes no espetáculo, ou no mundo. Desse modo, rompemos com as lógicas dualistas do corpo e procuramos mapear alguns de seus movimentos de ruptura, para a composição de personagens e simulacros, seja na arte, no teatro ou na vida. Afirmamos a potência do simulacro, como uma produção de desvios e novas forças, que podem gerar a expansão da vida.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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