Segregação, gozo e sintoma

Angélica Bastos

Resumo


O presente artigo aborda a problemática da segregação envolvida no mal-estar subjetivo e tem por objetivo apontar linhas de trabalho psicanalítico capaz de enfrentá-la. Com base na pesquisa clínica e programas de investigação desenvolvidos numa parceria entre a universidade e uma instituição pública de saúde mental, o interesse do trabalho incide na elaboração de dispositivos clínicos voltados para as psicoses, o autismo e outros quadros contemporâneos distantes daqueles que suscitaram a invenção do dispositivo analítico tradicional. Partindo da distinção colocada na literatura entre a segregação tradicional e a “neo-segregação”, sustenta-se a hipótese segundo a qual o gozo, aqui entendido como satisfaçãopulsional independente do prazer, é um fator de segregação. Buscase demonstrar como a psicanálise, por sua prática clínica, pode operar contra a segregação e a favor do laço social, contribuindo para as políticas de inclusão na área de saúde e educação. Procura-se mostrar como a perspectiva analítica subverte a concepção que vê no sintoma e no delírio produtos patológicos a serem erradicados. Na atividade clínica destaca-se o trabalho de ancoragem do gozo na palavra, suscetível de tratá-lo e de circunscrever a particularidade do sujeito. Assim, chega-se a uma outra concepção de sintoma, que deve ser construído, segundo um processo de bricolagem. Palavras-chave: Segregação; gozo; sintoma; psicanálise; psicopatologia

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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